Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/09/2018

Com o advento da tecnologia e da internet ficou mais fácil a difusão de informações falsas, Fake News. Esse problema já uma realidade há muito tempo, utilizado para manipulação da sociedade e de eventos, tendo como exemplos o acobertamento das matanças nos regimes totalitários e a morte das supostas “bruxas” em fogueiras. Entretanto, com a adição do lucro fácil resultante dessa prática, a escala de produção e difusão agrava as preocupações.

No primeiro romance de Sherlock Holmes, Um estudo em vermelho, o detetive e seu companheiro Watson passam por diferentes jornais os quais cada um possui uma versão erronia do crime ao qual estão investigando, impulsionados por questões politicas. Logo, apesar do livro ser do século XIX, ilustra muito bem a situação que convivemos diariamente: notícias falsas acabam com a reputação de políticos ou profissionais de diversas áreas que são compartilhadas facilmente por pessoas inocentes que não foram incentivadas a cultura de checar informações e da prática da autocrítica.

Ademais, o lucro fácil pela produção de notícias sensacionalista que podem apenas estar confirmando opiniões pré-determinadas é outra questão preocupante. Frequentemente, com o intuito de ganhar uma argumentação, diversas pessoas  procuram reportagens específicas que confirmem suas ideias sem antes confirmar as fontes e ainda a difundem. Assim, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras.

Portanto, para combater esse ciclo de compartilhamentos e difamação é essencial trabalhar nas diversas áreas que compoêm a sociedade. A princípio o governo deve criar políticas públicas para conscientização da massa, utilizando a mídia, além disso, é importante a criação de leis para penalizar os criadores das Fake News, inclusiva já existe um projeto de lei do Luiz Carlos Hauly sobre essa questão. Além do mais, é interessante o desenvolvimento de uma educação digital nas escolas e faculdades, que trabalhem com os alunos a identificação e a denunciar as notícias falsas para uma melhor utilização das ferramentas tecnológicas no futuro.