Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/09/2018
Durante a Era Vargas, no Brasil, houve a disseminação da notícia sobre o falso Plano Cohen, segundo o qual os comunistas estariam planejando tomar o controle do país e que serviu de pretexto para que Getúlio Vargas instalasse sua ditadura pessoal. Analogamente, hoje, na era da informação, a propagação das “Fake News”, ou seja, das notícias falsas, continua sendo um problema, na medida em que a tecnologia proporcionou a rápida expansão do conteúdo, o que evidencia que medias devem ser tomadas para acabar com os perigos desse mal, como seu uso como ferramenta política e para prejudicar a imagem de um indivíduo.
Primeiramente, o advento das redes sociais permite que a informação seja compartilhada de forma muito rápida e eficiente quando comparadas com a época de Vargas. Assim, verifica-se o fortalecimento do poder das “fake news” com a tecnologia, de modo que milhares de pessoas tenham acesso a elas em minutos e as tomem como verdade, assim como afirma o ministro de propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, quando diz: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade”. Esse contexto evidencia a capacidade destrutiva das notícias falsas e como seu uso traz perigos para a população, como o Plano Cohen e a ascensão do nazismo.
Ademais, a disseminação de notícias falsas tem se tornado ferramenta de manipulação, com o intuito de deturpar a visão que a população tem de alguém, como aconteceu na candidatura de Donald Trump. No evento mencionado, foram criados boatos que visavam desqualificar sua oponente, o que demonstra o caráter político da ferramenta e como seu uso traz consequências não só para a população, mas também para a própria pessoa, uma vez que terá sua imagem marcada por informações errôneas. É visível, assim, a ameaça em que esse instrumento constitui, pondo em risco a integridade pessoal e até nacional.
É evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para acabar com os perigos das “fake news” na era da informação e para impedir que casos como o de Vargas e Trump se repitam. Primeiro, o ministério da Ciência e Comunicação deve evitar a difusão de notícias falsas por meio de associações com as redes sociais, como o “Facebook”, com a criação de um sistema de denúncias que interligue as duas instituições, de modo a recrudescer a fiscalização e por um fim ao poder dos boatos. Outrossim, o Ministério da Justiça deve impor limites à propaganda eleitoral, estabelecendo, para tal, punições jurídicas para a difamação do concorrente por meio de informações falsas, a fim de que a integridade política e pessoal sejam preservadas. Assim poderemos viver na era da informação de forma segura.