Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/09/2018
No filme americano O Homem que Matou o Facínora,1962, um dos personagens cita a seguinte frase:“Quando a lenda vira um fato, publique-se a lenda”. Essa frase, mesmo sendo do século passado, reflete muito bem o que estamos vivendo no mundo atual, o avanço das “Fake News” (Notícias Falsas). Um problema que tem trazido dificuldades para o público que recebe a notícia, que geralmente, são disseminadas nas redes sociais.
Sabe-se, que com o advento da globalização, o acesso às informações ficou mais fácil e na mesma proporção a sua difusão também. Entretanto, o caso da “Fake News” é apenas um novo termo para algo existente desde a Grécia Antiga, na qual homens chamados de Sofistas trabalhavam com prática de contar histórias que nem sempre eram verdades, porém asseguravam e sustentavam histórias verossímeis como algo real.
Ademais, na era das redes sociais, ativistas políticos e até empresas têm usado histórias sem fundamentos, para disseminar algo de seus interesses. Segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a noticias falsas têm 70% de chance a mais de serem espalhadas na “internet” do que as notícias verdadeiras. Essa pesquisa, apresenta um número importante, uma vez que aponta justamente para uma característica das “fake news” que é o caráter popular,sensacionalista e apelativo. Logo, atrai os olhares do público, que por indignação de certas notícias ou por solidariedade compartilham o conteúdo falso.
Outrossim, a questão política é uma das mais presentes no meio dos boatos eletrônicos, na qual muitas vezes provocam revolta nas pessoas e por consequência as vítimas são hostilizadas e perseguidas por algo que não condiz com a realidade. De acordo com o cientista político Pablo Ortellado, USP, notícias falsas tendem a fazer sucesso porque apelam a sentimentos políticos das pessoas sem a necessidade de terem correspondência com a verdade.
Diante do exposto, cabe ao Ministério de Ciência e Tecnologia junto a empresas, Facebook Inc., por exemplo, o papel de deliberar acerca desse problema social em palestras elucidativas por meio de exemplos em cartilhas, dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, em especial usuários das redes sociais, não seja complacente com a cultura de compartilhamento de boatos difundidos socialmente. É necessário, também, que a população tenha um senso crítico e verifique as fontes do que está sendo lido, antes de compartilhar. Deve-se também, ser aprovado pelo Poder Parlamentar uma Lei que possa punir àqueles que cometam esse tipo de crime. Destarte, o problema das “fake news” terá uma solução e quem sabe um fim.