Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/09/2018
‘‘Estamos nos afogando em informações e famintos por sabedoria’’ , afirmou o biólogo Edward Osborne Wilson. Diante dessa afirmação, nota-se que a sociedade moderna enfrenta essa realidade, isso por causa da circulação das ‘‘fake news’’ atualmente em, praticamente, todos os veículos de comunicação que apresenta uma diversidade de notícias com uma intenção pejorativa por trás de quem as inventou. Nesse contexto, torna-se importante entender como as redes sociais e a própria sociedade interferem na problemática em questão.
Mormente, deve-se ressaltar que após o surgimento das redes sociais, a disseminação dessas notícias falsas cresceu exponencialmente. Isso decorre do poder de repercussão que esses meios de comunicação possuem e por causa da facilidade que qualquer pessoa pode produzir um conteúdo. Essas atitudes partem de variáveis e infinitas razões, entre elas, destaca-se as principais; difamação, lucro com visualizações ou simplesmente pelo sentimentalismo egocêntrico. Entretanto, as circulações dessas ‘‘fake news’’ geram consequências irreversíveis para quem as produzem e para quem são vítimas delas. Tendo como exemplo, pode-se citar o ocorrido na Índia, aonde várias pessoas foram brutalmente assassinadas, após serem acusadas de traficarem crianças, quando na verdade, tudo era alvo de boatos no WhatsApp.
Ademais, a sociedade também contribui negativamente para a repercussão dessas falsas notícias. Isso porque muitos indivíduos utilizam as redes sociais de maneira errônea, sem conhecer os riscos que uma compartilhação de um fato inverídico pode causar. Prova disso é o caso da servidora da cidade de Piracicaba, que após compartilhar em seu Facebook uma informação sobre uma suposta negligência na cirurgia de um cão, foi condenada a pagar uma indenização de R$10 mil. Por causa de um sistema de penalização ineficaz e a falta de informações sobre os perigos que as ‘‘fake news’’ provocam, esse problema tem se tornado onipresente no mundo contemporâneo.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combatermos a circulação dessas falsas notícias. Cabe aos três poderes vigentes na justiça brasileira, atuarem em constância união, o poder Legislativo, deve elaborar leis mais rigorosas que penalizem especificamente os criadores desses conteúdos falsos, em seguida, o poder Executivo deve contribuir para que essa situação ocorra na prática através de uma rigorosa fiscalização e por último, o poder Judiciário deve julgar e condenar esses infratores. Ademais, os criadores das redes sociais e a mídia devem trabalhar juntos para informatizar a população, através de anúncios publicitários, palestras ou documentários que apresentem como esse perigo se manifesta e como combatê-lo. Dessa forma, a sociedade se afogará em informação e também na sabedoria.