Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/09/2018
Situações como os perigos das Fake News na era da informação devem ser debatidas. A razão para isso está no fato de pesquisa da agência Reuters, feita em junho de 2018, mostrar que 85% dos brasileiros estão preocupados com notícias falsas. Diante disso, percebe-se a necessidade de reparos em diversas áreas que atenuem a incidência desses acontecimentos.
Sobre essa temática vê-se que notícias falsas tornam-se sucesso, às vezes, parecendo verdadeiras. Adolf Hitler, por exemplo, dizia que “uma mentira contada cem vezes, um dia torna-se verdade”. Esse ponto é revelador e evidencia que notícias falsas, na atualidade, são inventadas e disseminadas com o intuito de se lucrar com os compartilhamentos, prejudicar políticos e profissionais, roubar, dentre outros fins, ficando difícil distinguir a verdade e perdendo, portanto, a credibilidade das informações veiculadas pelas redes sociais.
Além desse contexto, a Constituição de 1988, em seu artigo 1º prevê que a dignidade da pessoa humana é inviolável. No que tange a esse aspecto, nota-se que as Fake News, direcionadas as pessoas ferem a dignidade através de difamação. Tal realidade pode ser comprovada, por exemplo, com a notícia veiculada, em outubro de 2016, a qual dizia que o Dr. Drauzio Varela citava mamografias e radiografias dentárias como causa do câncer na tireoide. Dessa forma, percebe-se que uma defasagem entre o direito individual e a garantia desse direito, o qual precisa ser preenchido.
Logo, percebe-se que é fundamental que o Ministério das Comunicações deve frisar através das mídias a conscientização sobre o tema mencionado, com o intuito de alertar a população e ensinar técnicas de identificação das Fake News para que as informações sejam averiguadas em “sites” seguros antes de qualquer compartilhamento e, com isso, sua proliferação. Desse modo, teremos a redução dos perigos das Fake News na era da informação.