Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/09/2018
A desinformação ativista
Em 2010, quando o jovem Mohamed ateou fogo em seu próprio corpo, a divulgação dessa notícia gerou diversos protestos e até mesmo a derrubada do governo da Tunísia, desencadeando a Primavera Árabe e a queda de governos ditatoriais. Sem a internet e as redes sociais, tais mobilizações talvez nunca tenham se realizado. Entretanto, e se a notícia de Mohamed fosse falsa? Assim, as notícias que circulam, sejam reais ou não, possuem enormes poderes no cenário geopolítico mundial.
Assim, o principal problema é a desinformação que ocorre em redes sociais. A manipulação sempre foi utilizada pelos meios midiáticos, entretanto, com uma maior propagação, tais fatos podem influenciar a população. Segundo a filosofa Márcia Tiburi, na internet há uma inibição dos fatos apresentados por especialistas pelos “críticos” que repetem clichês e frases óbvias. A desinformação, então, gera outro problema: o aumento de embates políticos, sociais e ideológicos.
Por meio desses debates, há uma segregação da população. Movimentos sociais utilizam o conceito da luta de classes, idealizada por Marx, para difundir seus ideais. Muitas páginas no Facebook têm como objetivo a propagação de racismo, fascismo, homofobia e preconceitos. Algumas vezes, a divulgação desses problemas é pela criação de notícias falsas, gerando um desencontro com a realidade e causando um conflito social e político. Nesse sentido, surge a polarização das massas, dividindo-se entre raça, sexo, gênero, entre outros.
Portanto, com o ativismo pela internet aumentando, as notícias falsas também aumentam, causando problemas. Dessa forma, a melhor solução é a pesquisa, reflexão sobre as informações e a procura por contrapontos. Para isso, é necessário que a escola eduque as crianças a sempre buscar um aprofundamento do conhecimento e das notícias, para não acreditarem de imediato em fatos superficiais.