Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/09/2018
O século XXI é, de fato, a era da informação. Tal fato decorre da globalização iniciada no século XX e impulsionado, sobretudo, pelo advento dos meios de comunicação, onde se destaca a Internet. Desse modo, é válido ressaltar que, na contemporaneidade, a população do Brasil é bombardeada diariamente com milhares de notícias, relatos e escândalos midiáticos. Isso mostra que, se por um lado o direito à informação, previsto pelo Artigo 5° da Constituição, é assegurado, por outro é importante diferenciar informações verdadeiras das chamadas “fake news”, fenômeno crescente na atualidade.
Em primeiro lugar é preciso pontuar que as fake news, notícias falsas, porém transmitidas como verídicas, são usadas há muito tempo. Na Grécia Antiga, os sofistas eram vistos como mestres da retórica, uma vez que ensinavam o convencimento do interlocutor através da farsa e de argumentações infundadas. Além disso, é visível que líderes de regimes totalitários, tais como Adolf Hitler e Benito Mussolini, utilizaram intensas campanhas propagandísticas para justificar suas gestões ou, até mesmo, difundirem a ideologia vigente ao povo. Evidencia-se, então, que os efeitos das fake news contribuem para um cenário caótico de ignorância e desinformação.
Outrossim, a falta de discernimento entre fatos e falácias tende a acarretar graves consequências à ordem social, uma vez que, ao iludir e falsear a verdade, induz ao erro. Por exemplo, na cidade de Guarujá-SP, uma mulher foi morta por moradores locais ao ser acusada, por boatos gerados no Facebook, de sequestrar crianças. Nota-se, assim, que as fake news, apoiadas pela rápida propagação nas redes sociais, podem ter como frutos a influência política, a alteração de opiniões da população acerca de um fato e até mesmo o pré-julgamento de pessoas, públicas ou não, o que remete ao conceito de alienação estabelicido por Karl Marx.
São necessárias, portanto, medidas que mudem tal situação no país. De acordo com o político britânico Benjamin Disraelite, o homem mais bem-sucedido é aquele que dispõe das melhores informações. Assim, é necessário que, para melhor informar a população, o Governo Federal, em sua função de fiscalização, atue na formação de um conselho nacional com a função de checar, atenta e diariamente, informações veículadas nos grandes meios de comunicação e exigir, legalmente, a retirada de tal notícia, caso sejam comprovadas errôneas. Ademais, nas escolas e universidades, o MEC deve criar o programa “Conhecimento é Poder”, a fim de transmitir, através de discussões em sala e palestras mensais com profissionais do ramo midiático, a importância do estudo e do conhecimento numa sociedade desenvolvida, bem como da análise crítica de fatos publicados e do uso ideal e atento das redes sociais. Com isso, os efeitos das fake news deixarão de ser uma realidade no país.