Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/09/2018

Se há um termo que entrou para o vocabulário de pessoas do mundo todo em 2017, este é “ fake news ”. De bordão de Donald Trump à preocupação para redes sociais e sistemas eleitorais planeta afora, as notícias falsas marcaram um ano repleto de suspeitas de influências externas no voto popular. O termo já era conhecido no fim de 2016, quando começaram a surgir denúncias de que fake news plantadas por hackers russos supostamente patrocinados pelo Kremlin teriam influenciado o processo eleitoral norte - americano, em benefício de Trump. Da “ CNN ” ao jornal “ The New York Times ”, veículos de imprensa liberais, no sentido norte - americano da palavra, passaram a ter sua credibilidade questionada publicamente por um mandatário que via o escândalo da Rússia se aproximar de seu gabinete. “ Quando a Lupa foi criada, em novembro de 2015, tinha certeza absoluta que isso ia se tornar um problema. Mas o Donald Trump levou o problema a uma escala irreversível em 2017 ”, diz Cristina Tardáguila, diretora da agência de fact - checking Lupa. As “ fake news ” se tornaram presença frequente nos debates do Brexit, no processo separatista na Catalunha, nas eleições presidenciais na França, na crise diplomática entre Arábia Saudita e Catar, na tensão nuclear com a Coreia do Norte e na acalorada disputa política no Brasil. Na Itália, o primeiro - ministro Matteo Renzi declarou publicamente que teme que as notícias falsas interfiram nas eleições de 2018, após o “ NYT ” ter publicado uma reportagem ligando plataformas de “ fake news ” a ativistas do antissistema Movimento 5 Estrelas ( M5S ) e da ultranacionalista Liga Norte – por sua vez, esses dois partidos chamaram a acusação de “ notícia falsa ”. Combate – De outro lado, as empresas de tecnologia e as próprias instituições começam a se mexer para combater o fenômeno das fake news. O Facebook, por exemplo, começou a testar a sinalização de fake news para usuários norte - americanos com um “ sinal de perigo ” – a rede social de Mark Zuckerberg já admitiu que agentes do governo a usaram para disseminar fake news.