Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/09/2018

Consoante ao compositor Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado,” a inconveniência das notícias falsas na era digital é um frequente ponto de preocupações e debates no Brasil. Dessa maneira, no Período Varguista, quando foi elaborado o Plano Cohen, um falso artigo com as premissas de que comunistas pretendiam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. De mesmo modo, pode-se inferir que, as notícias falsas desde então, passaram a causar altos impactos na sociedade, principalmente na contemporaneidade com o avanço das mídias sociais.

Destarte, de acordo com, uma pesquisa da Universidade de Oxford em 2017, o Facebook é a principal fonte de informação dos brasileiros, evidenciando um agravante da situação, haja vista a falta de fiscalização da rede sobre as notícias publicadas e compartilhadas pelos usuários e a difícil localização do pioneiro mediante a rapidez com a qual essas propagam-se. Dessa maneira, forma-se uma sociedade alienada por restringir o seu campo informacional, gerando uma massa ainda mais manipulável e suscetível a promessas irreais, como é o caso das propagandas que veiculam a perda de peso em poucos dias, podendo causar danos à saúde do indivíduo.

Outrossim, nota-se a importância de frisar a influência dos entraves morais e éticos. O filósofo Zygmunt Bauman, ao definir a modernidade líquida, demonstrou a liquidez em todas as relações sociais, o que ocasiona a perda de valores sociais, como o respeito e a empatia. Desse modo, percebe-se uma raiz perversa do problema, pois, associada ao mundo capitalista, desvia as prioridades das pessoas para o lucro, como os sites que ganham mais valor com a divulgação de notícias falsas, sendo amparados pela impunidade. Consequentemente, alguns casos findam em tragédias, como violência e até morte.

Sendo assim, a adoção de medidas cujo objetivo seja contornar essa realidade torna-se imprescindível. Por conseguinte, compete às redes sociais desenvolver um algoritmo, a partir do investimento em pesquisas, capaz de detectar a veracidade da informação no momento da publicação, devendo excluí-la em casos negativos, a fim de reduzir a quantidade de fake news e assegurar a reputação do meio. Ademais, compete à sociedade a produção de abaixo-assinado digital, reivindicando a aprovação de leis que criminalizem essa prática, com o fito de barrar o precursor de todo o caos. Assim, notar-se-á uma população desfrutando de referências sólidas e tornando-se mais crítica.