Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/09/2018

Os meios de comunicação, ao transmitirem informações, nem sempre verdadeiras, contribuem para a construção ideológica do indivíduo. Tal atitude, tornou-se marcante no Brasil, em 1º de abril de 1848, quando o jornal “A Mentira” noticiou a morte falsa de Dom Pedro II, desmentindo dias depois. À vista disso, percebe-se que ações semelhantes referentes a “fake news”, ainda, perduram no mundo hodierno, de modo a prejudicar a saúde humana e a disseminar conteúdos de ódio na internet.

Quando Calvin Coolidge – ex-presidente dos Estados Unidos, no século XX – afirmou que a procura maciça por produtos ou serviços foi incentivada, quase totalmente, pelo desenvolvimento da publicidade, ratificou a necessidade de se analisar como a presença de “fake news” em anúncios pode ser danosa ao homem. Dessa forma, o desejo de atrair um maior público possível no plano virtual, pode influenciar comportamentos prejudiciais à saúde de cidadãos que transformam orientações falsas em hábitos. Isso ocorre pela divulgação de conteúdos os quais instigam a curiosidade de internautas, como métodos de emagrecimento e alimentos milagrosos para a cura de doenças, desconsiderando, muitas vezes, as contraindicações e especificidades de cada indivíduo. Destarte, percebe-se que, frequentemente, o lucro se sobrepõe à difusão de conteúdos benéficos ao bem-estar do cidadão.

Além disso, ao escrever o livro “Minha Luta”, Adolf Hitler propagou informações inverídicas sobre o povo judeu, acusando-os de contribuírem para a derrota na Primeira Guerra Mundial e de serem indiferentes em relação à população alemã faminta e carente. Nesse sentido, nota-se que, ainda hoje, notícias e informações falsas são criadas para satisfazerem os anseios humanos, de modo a responsabilizarem outrem pelos fatos ruins. Isso torna-se extremamente grave, pois devido ao atual sistema de navegação, baseados no interesse, as redes sociais tendem a propagar informações de pontos de vistas semelhantes, de maneira a estimular o contato do internauta com conteúdos, muitas vezes, estereotipados e preconceituosos. Assim, constata-se que as “fake news” podem dificultar a aceitação do diferente e a convivência harmoniosa entre os indivíduos de uma nação.

Depreende-se, portanto, que notícias enganosas interferem no bem-estar e na postura hostil do ser humano, devido à influência no modo de pensar e de agir do indivíduo. À vista disso, cabe ao Poder Legislativo estimular a ordem pública, ao sancionar projetos de lei os quais visem ao combate as “fake news”, para que pelo pagamento de multas e realização de serviços comunitários, tal ato seja desencorajado. É imprescindível, também, que o Ministério da Educação implemente ações de prevenção, com professores e psicólogos, aos discentes, para que pela discussão em palestras o jovem entenda a importância da identificação da autenticidade das notícias.