Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 05/09/2018
Na Grécia antiga, o filósofo Sócrates, combatia a retórica caluniosa dos sofistas, que consistia em convencer por meio de falácias. Todavia, a contemporaneidade traz consigo o hábito da mentira e a disseminação de “fake news”, ocasionando impasses na sociedade e fazendo necessário adotar medidas.
Em primeiro lugar, é importante mencionar uma das maiores mentiras disseminadas no Brasil, o Plano Cohen. Assim, com este plano, o ex-presidente Getúlio Vargas, enganou a população por meio de uma suposta ameaça comunista, e desse modo, se manteve no poder. Entretanto, esse tipo de estratégia, apesar de ser inaceitável, ainda é muito utilizada no âmbito político. Dado o mencionado, tem-se como exemplo, as eleições dos EUA em que a candidata Hillary Clinton, perdeu sua credibilidade após a disseminação de fake news a seu respeito.
Em segunda análise, segundo o filósofo Francis Bacon, palavras erradas e falsas ideias nos turvam da realidade. Sendo assim, é inegável que as fake news corroem a credibilidade da imprensa e interfere no direito das pessoas à informação. Outrossim, uma pesquisa realizada na Universidade de Stanford, aponta que até os países com os melhores índices de educação têm dificuldades em identificar notícias falsas, evidenciando assim, a grande problemática enfrentada no contexto atual da sociedade.
Dessarte, ações devem ser tomadas para intervir na problemática. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, elaborar propagandas midiáticas de cunho educativo, orientando a população em como identificar as fake news, tendo como objetivo reduzir a disseminação dessas notícias. Além disso, também é dever do Ministério da Defesa, intensificar a fiscalização das notícias por meio de especialistas em sistema de informação, a fim de bloquear conteúdos falsos e evitar a propagação dos mesmos.