Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/09/2018
Durante o processo de formação do Estado brasileiro, do século XVI ao XXI, a era da informação vem atingindo avanços significativos no que tange respectivamente, sua maior popularização e logística de acesso. Segundo Sartre, o ser humano é responsável e livre, e cabe a ele decidir sua forma de agir. É preciso reconhecer, porém, a existência de desafios intrínsecos nesse cenário, visto que a informação pode não estar de acordo com a veracidade da mesma.
Primeiramente, é importante ressaltar, que a precária educação quanto ao uso digital, impele na perda democrática das redes midiáticas, e causa ao contrário do que se pensa, a ausência da liberdade de expressão. Dessa forma, percebe-se que o ambiente virtual pode se tornar perigoso, por conta da alta promoção de crenças e emoções pessoais e desvio da dialogicidade sobre fatos, impossibilitando o manejo de senso crítico e do engajamento cívico, político e social.
Sobre essa ótica, ganha particular relevância a lenta mudança da mentalidade geral em pesquisar sobre fontes seguras, e a forma como um cidadão pode sofrer manipulação de massa em face da supressão de autonomia individual. De acordo com o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, e o homem mais do que formador da sociedade, é um produto dela. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que a prevalência de notícias falsas, e muitas vezes difamatórias, causam injustiça, que podem moldar grande parcela da população.
Entende-se, portanto, para que a era da informação seja um local democrático e livre, impasses precisam ser combatidos. Cabe ao Poder Governamental, em parceria com as redes de televisão abertas, criar campanhas e ficções engajadas, alertando sobre o perigo das fake news e ensinando métodos para comprovar acontecimentos e denunciar, buscando atingir famílias brasileiras, a fim de indagar a busca pelo conhecimento e senso crítico. Por conseguinte, existirá um espaço informacional propício para a sociedade, pautado na razão e no bem-comum.