Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/09/2018
No início do século XXI, manifestações no Oriente Médio foram organizadas com o intuito de por fim aos governos ditatoriais, esse evento ficou conhecido como Primavera Árabe. O fator de maior primazia para que eclodisse essa expressão popular, foi a internet. Com o auxílio das redes sociais, os manifestantes divulgavam seus princípios e assim aumentava cada vez mais a participação da população. Hodiernamente, verifica-se que as redes sociais são campos férteis para a proliferação de informação. Dessa forma, surgiram as ‘‘Fake News’’, notícias falsas que ganham cada vez mais espaço no ambiente virtual, trazendo diversas consequências para a sociedade.
Nesse contexto, na década de 1930, o presidente Getúlio Vargas, em parceria com o exército, elaborou o Plano Cohen, no qual disseminaram para a população uma falsa notícia, pronunciando que os comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. Desse modo, a população apoiou Vargas a continuar no poder e resolver a situação, fato que o presidente usou a seu favor para impor a ditadura. É notório então que a disseminação de ‘‘Fake News’’ está intrinsecamente ligada na história do Brasil.
Outrossim, nos últimos meses, ganharam destaques as falsas notícias contra as campanhas de vacinação. Segundo as ‘‘Fake News’’, as vacinas que os postos de saúde aplicavam, causavam risco de câncer. Desse modo, algumas doenças já erradicadas no Brasil correm o risco de voltar, devido a falta de prevenção da população. Entretanto, isso não ocorre apenas no Brasil, ocorreu também nas eleições americanas, em 2016, com a candidata a presidência Hillary Clinton, que foi alvo de notícias que prejudicavam a sua integridade. Ademais, fica evidente a necessidade de ações para reverter esse nefasto cenário e acabar com essa triste situação que traz malefícios a própria população.
Por conseguinte, Nelson Mandela constitui que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. É indubitável, portanto, que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, crie campanhas de educação digital, realizando cursos para os alunos e para a comunidade, ensinando-os a usar de forma correta a internet e mostrando os riscos intrínsecos, fazendo com que possam identificar e prevenir a proliferação das falsas notícias. Além disso, as redes sociais devem aprimorar o seu funcionamento, analisando individualmente cada publicação que tiver um grande número de compartilhamentos e deletar as publicações identificadas como ‘‘Fake News’’, impedindo assim que atinja mais usuários. Só assim esse problema será gradativamente minimizado. E como disse Oscar Wilde: ‘‘O primeiro passo é o mais importante para a evolução de um homem ou nação.’’