Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 07/09/2018

O grande clássico da literatura infanto-juvenil, do italiano Carlo Collodi, “As Aventuras de Pinóquio” relata a história do boneco Pinóquio, que tinha o crescimento de seu nariz como um indicador de mentiras. Diferentemente do que ocorre no romance, atualmente, não temos indicadores para detectar as “fake news”, visto que com a expansão da internet e o aumento de notícias, tornou-se cada vez mais difícil distinguir o que é verdade e o que é mentira, sendo necessária uma visão cada vez mais crítica acerca daquilo que lemos e compartilhamos diariamente.

Em primeiro lugar, faz-se necessário analisar que essa propagação de notícias falsas compromete desde a vida de uma única pessoa, como resultados que acometem toda uma nação. Visto que, é notório como há uma persuasão no pensamento da população, com falsas notícias sobre candidatos políticos, assim, influenciando o voto dos eleitores nas eleições. Esse contexto, foi muito visto na última eleição dos EUA, na qual os dois candidatos foram reféns de inúmeras fake news. Essa técnica de propaganda mentirosa, foi afirmada ainda na primeira metade do século XX, pelo Ministro de Propaganda de Adolf Hitler, " uma mentira contada mil vezes tornava-se verdade".

Entretanto, essa problematização está longe de ser resolvida. Pois, não há uma busca por vericidade das informações que compartilhamos. As pessoas estão diariamente, repassando “notícias de forte impacto”  sem nem ler direito e/ou pesquisar se a fonte é segura, contribuindo para uma mentira ser contada mais de mil vezes. Assim, essas pessoas estão promovendo difamações, calúnias e/ou injúrias na vida de outra pessoa.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Legislativo deve aprovar um projeto de lei específico para o crime da propagação de fake news, punindo os responsáveis pela criação e disseminação dessas notícias. E o governo, junto a mídia deve promover propagandas com cartilhas, esquematizações e vídeos educativos que ensinem a população identificar as notícias caluniosas e buscar fontes seguras de informações.