Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 17/10/2018
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. A citação popular do filósofo alemão Immanuel Kant permite uma reflexão acerca dos malefícios das notícias falsas na era da informação que, mesmo após melhorias educacionais o cenário persiste. Logo, não só o ensino é a solução. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a circunstância que desenvolve essa problemática e seu perigo na sociedade.
De acordo com os sofistas – professores da Grécia Antiga que vendiam os seus conhecimentos – esses não se preocupavam em disseminar informações inverídicas, pois persuadia o ouvinte. Sob essa perspectiva, a fake news torna-se presente por ação de cidadãos que se aproveitam das redes sociais para publicar conteúdos enganosos. E, no que tange a esses meios de comunicação é possível alcançar milhares de indivíduos e então, gerar lucros ao publicador por cada visualização.
Destarte, os riscos das notícias falsas são notórias em pesquisas feitas por cidadãos com o intuito de retirar dúvidas e ao procurar solução na internet, muitas vezes podem ocasionar danos físicos ou financeiros. Nesse contexto, é válido ressaltar o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, cuja obra “Modernidade Líquida” expõe a falta de solidez nas relações econômicas. De modo similar, é provável reverter esses dados incertos, visto que o mundo atual não é estável.
Urge, portanto, a erradicação da fake news, perante isso o Estado deve criar órgãos especializados em meios de comunicação, por intermédio do poder legislativo, a fim de identificar publicações errôneas e punir os indivíduos adequadamente. É mister que o Ministério da Educação insira na matriz curricular estudantil, disciplina com ênfase nos problemas do século XXI, em prol de ensiná-los a lidar com esse entrave. Assim, poder-se-á conquistar os alicerces para construir-se um futuro próspero a todos e ratificar Immanuel Kant.