Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 30/09/2018

A imprensa surge na história durante o século XV, e promove uma mudança veemente na forma de produzir e propagar informações. Hodiernamente, o advento da internet permitiu uma nova revolução na disseminação de conhecimento e proporcionou um indescritível aumento na velocidade e no alcance do conteúdo. Logo, a disseminação ocorre de forma tão veloz que aparenta não ser possível alcançar e deter a propagação de informações infundadas publicadas na rede, consequentemente é imprescindível o discernimento dos usuários com o conteúdo que compartilham na internet.

A princípio, são denominadas fake news notícias distorcidas, incompletas ou totalmente falsas divulgadas no ambiente digital. Desse modo, os principais veículos utilizados na disseminação de manchetes inverídicas são as redes sociais, tanto por maximizar o alcance desses dados, como também por dificultar o controle do conteúdo. Segundo um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais pessoas, representando nitidamente a ameaça das fake news. Logo, fica evidente a necessidade de um maior controle das informações que circulam na internet.

Aliado a isso, dentro do contexto presente, a efetividade do combate as fake news está diretamente relacionada à educação dos usuários da internet, uma vez que a partir do momento que a população entender os efeitos da disseminação de informações falsas ou distorcidas, se atentarão ao teor das notícias e às suas fontes. Ademais, a propagação de conteúdo fictício não acontece ao acaso, sustenta uma indústria que atua na elevação ou destruição da imagem de pessoas, empresas ou organizações, seguindo o condenável princípio do antigo Ministro da Propaganda Nazista, Joseph Goebbels, de que “Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade”.

Dessa forma, para conter o alastramento de informações espúrias é imprescindível a regulamentação do que é divulgado dentro das redes sociais, e cabe a Agência Nacional de Telecomunicações efetivar esse controle e fiscalização do conteúdo que circula nas diversas plataformas da internet. Outrossim, é necessário primordialmente que a população entenda as consequências da difusão de notícias falsas, e aprenda à identificá-las, para que não as propaguem. Portanto, instituições de ensino e midiáticas devem promover campanhas e debates frequentes, para que assim as pessoas não só saibam os mecanismos para identificar as fake news, como também aprendam a questionar toda e qualquer informação colhida na internet.