Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/09/2018
Tinha um pedra no meio do caminho
Consoante ao poeta Cazuza, “Vejo o futuro repetir o passado”, as consequências das Fake News não são problemas atuais. Desde a década de 1980, com a popularização do computador, essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, no terceiro milênio, as dificuldades persistem, seja pela calúnia de outrem ou pela manipulação de quem recebe a falsa informação.
Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição Cidadã de 1988, em vigor até os dias atuais, está entre as problemáticas dos perigos das Fake News. De maneira análoga à Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. No entanto, é notório que a calúnia de alguém ou algo por meio da internet, viola esse direito, principalmente no que refere-se às figuras públicas, tendo em vista a sua popularidade, influência e recorrência de Fake News para com estes, e que, portanto, é um mal a ser combatido no Brasil.
Cabe salientar também, que uma grave consequência dessa mazela, é o desdém com quem recebe essas Fake News e, por sua vez, pode ser influenciado de forma negativa. O artigo 5º da Constituição Federal tem como fundamento o princípio da dignidade da pessoa humana. Porém, quando observa-se o atual cenário da sociedade brasileira, vê-se um corpo social oprimido no que tange às inúmeras quantidades de Fake News. Segundo o site de notícias sobre segurança on-line Psafe, brasileiros acessaram Fake News mais de 2,9 milhões de vezes só entre janeiro e março de 2018.
Parafraseando Drummond, para que se retire aos pedras do meio do caminho, destarte, são necessárias ações. Dessa forma, cabe ao Estado na figura do Ministério da Educação (MEC) realizar palestras e aulas nas escolas públicas e privadas, ministradas por analistas de informações, com o objetivo de exemplificar, alertar as características das Fake News e diminuí-las. Ademais, cabe à escola e à sociedade realizarem debates e campanhas, a fim de promover a proteção à dignidade da pessoa humana, a partir dos conhecimentos dos direitos constitucionais presentes na Carta Magna. Ação iniciada no presente é capaz de mudar o futuro de toda sociedade brasileira.