Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/09/2018
Ao contrário do que se imagina, as fake news - mentiras que circulam travestidas de verdade – não são exclusivas da contemporaneidade. Mesmo Sócrates, grande filosofo, perdeu a vida, em 399 a.C., em virtude duma acusação falsa: corromper a juventude. Entretanto, mais de dois mil anos depois, na era digital, a preocupação com a procedência das informações, cada vez mais fácil de ser atestada, parece ter diminuído. Mesmo o futuro dos países vem sendo abalado por essa prática. Nesse contexto, não há duvidas que o combate à difusão de boatos na rede é um desafio a ser vencido, pois atinge não só a sociedade como também o Estado.
A princípio, essas inverdades ganham espaço e repercussão, fundamentalmente, pela falta de critério de quem compartilha. Visto que, os internautas atraídos por títulos chocantes e textos com conteúdo apocalíptico, quase nunca se dão ao trabalho de buscar as fontes do que compartilham o que, inclusive, é levado em consideração por quem cria e difunde essas matérias. Assim, os boatos espalham-se cerca de 70% mais rápido do que notícias reais, segundo o MIT (Massachusetts Institute of Technology). Dessa maneira, fica claro que mudar a maneira da população de repassar notícias, levando-a a checar suas fontes, é fundamental.
Outrossim, com a população enganada, mesmo os entes governamentais sofrem com os fakes, com ataques a determinados candidatos em eleições até a divulgação de falsas leis ou projetos políticos. Tendo em vista que, mesmo a eleição presidencial norte americana foi manchada com mentiras sobre ambos os candidatos como publicou o jornal El País, o que acabou influenciando o resultado final do pleito. Nesse sentido, o pensador, A. Schopenhauer, falou que: o que guia o pensamento de uma pessoa é seu conhecimento a respeito do mundo que a cerca. Desse modo, se faz indispensável à comunidade que a informação real venha à tona, facilitando a formação da opinião de seus membros.
Diante do exposto, é mister que as falácias virtuais sejam combatidas, a fim de mitigar suas danosas consequências. A priori, os veículos de imprensa e as escolas devem, valendo-se de seu poder influenciador, iniciar campanhas massivas de conscientização para que a população conheça e saiba se defender e denunciar as fake news, eliminando a maior parte de seu poder: a divulgação popular. Ademais, órgãos fiscais como o MPU (Ministério público da União) têm de fazer valer a legislação vigente contra os cybers criminosos, com multas e em casos mais graves com sanções penais, assim o indivíduo terá medo de cometer o ato ilegal. Desse modo, a sociedade ampliará seus horizontes e verá a verdade dos fatos.