Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/09/2018

Com o surgimento da internet houve a ascensão de uma nova forma de se relacionar, trabalhar e viver. A sua popularização gerou diversos benefícios à sociedade, como o acesso rápido e fácil aos conteúdos informacionais. Entretanto, tal praticidade gerou uma nova problemática: as “fakes news”. Essa expressão é definida pelo ato de circular informações não reais nos diferentes meios de comunicação. Tal prática pode parecer inofensiva, mas tem como objetivo enganar ou manipular pessoas e situações. Por isso, ações de má fé, são um perigo para a era da informação e incitam a atenção do Ministério das Comunicações, juntamente com as principais mídias.

Em primeiro lugar, a veiculação de informações falsas não é particularidade do século XXI, tanto Adolf Hitler quanto Getúlio Vargas, utilizavam-se dos veículos midiáticos para enaltecer o seu governo com a finalidade de se ter uma boa reputação. Exemplo disso é o pensamento do Ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, que dizia: “uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade”. Do mesmo modo, Armando Campos deu popularidade ao líder brasileiro, mediante a criação do programa de rádio “A Hora do Brasil”, que “informava” as realizações do governo. Dessa forma, a sobreposição de interesses pessoais aos coletivos é um risco ao compromisso com a verdade.

Além disso, urge refletir sobre os prejuízos dessa prática na sociedade contemporânea. Segundo pesquisa do Instituto Reuters, para os brasileiros, as redes sociais são a maior disseminadora e fonte de notícias. Embora a internet tenha democratizado o acesso ao conhecimento e à informação, há ainda certa dificuldade em se questionar a veracidade do que é compartilhado. Isso evidencia a baixa educação digital da população e a facilidade pela qual ela é influenciada. Por causa disso, de acordo com Aristóteles, “o menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança”.                     Fica claro, portanto, que a disseminação de inverdades nos meios digitais serve apenas para ludibriar as pessoas, a fim de se alcançar objetivos próprios. Sendo assim, concerne ao Ministério das Comunicações propor ao Legislativo, por meio de emendas constitucionais, a instituição e ampliação de políticas de penalização, para que haja a diminuição de notícias mentirosas nos meios midiáticos. Ademais, a mídia brasileira deve promover propagandas educacionais e ferramentas de detecção de “fakes news”, a fim de despertar o senso crítico de seus usuários. Logo, só com medidas conjuntas de toda a sociedade, esse panorama nacional poderá ser mais fidedigno e confiável com a verdadeira realidade.