Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/09/2018

O “Dia da mentira”, comemorado internacionalmente em primeiro de abril, é considerado por muitos como uma simples brincadeira. Entretanto, a proliferação de inverdades pode gerar inúmeras consequências negativas, e à exemplo disso há as fakes news,- notícias falsas que aparentam ser verídicas- as quais têm sido alarmantemente compartilhadas na era da informação, ocasionando, muitas vezes, caos generalizado, como o que aconteceu ao surgirem boatos de que a ponte Rio-Niteroi apresentava rachaduras. Essa problemática contemporânea ocorre, não raro, pela busca incessante e demasiada de visibilidade, pelo comodismo populacional, entre outros motivos.

Em primeiro lugar, a mídia é um mecanismo de formação de opinião e propagação de ideologias em massa. Contudo, diversas vezes, compartilha notícias inverídicas, com o intuito de obter vantagens, lucros e maior propaganda. Essa situação acontece por meio de, por exemplo, títulos apelativos, imagens manipuladas e histórias sensacionalistas, como ocorreu,na eleição presidencial estadunidense de 2016, na qual houve veiculação de histórias falsas sobre os candidatos, visando denegrir suas imagens e direcionar, de forma aproveitadora, a intenção de voto dos eleitores norte- americanos.

Ainda convém ressaltar que, com o alto número de informações recebidas a todo momento por intermédio da tecnologia, a maior parte da população não apura a autenticidade de muitas notícias, por negligência e até mesmo por optar em acreditar somente naquilo que é conveniente às suas próprias opiniões. Dessa maneira, inúmeros indivíduos que consideram tais informações como verídicas repassam e corroboram a proliferação de rumores, ocasionando uma situação descontrolada e frenética, haja vista que, segundo pesquisas divulgadas pelo MIT, as fakes news espalham-se 70% mais rápido que notícias comprovadas.

Portanto, é imprescindível que as fakes news sejam combatidas na era da informação. A fim de que isso ocorra, é necessário que o Poder Legislativo institua penas mais severas contra autores e propagadores de boatos nas redes sociais, por intermédio de condenações superiores aos atuais 8 meses máximos estipulados. Ademais, a mídia, com seu papel influenciador, deve ser monitorada pelo governo quanto à veracidade das notícias apresentadas por ela, por meio da criação de um ministério público destinado somente a tal problemática. Além disso, é de suma importância que, com o apoio do Ministério da Educação, as escolas realizem aulas direcionadas e palestras sobre o tema, bem como devem ampliar a grade curricular de filosofia e sociologia, com o objetivo de desenvolver, desde as fases mais tenras, o senso crítico do brasileiro. Afinal, como afirma Steve Jobs: “a tecnologia move o mundo”, e ela deve ser utilizada de maneira correta e consciente.