Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/10/2018
No contexto social vigente, é tácito ressaltar avanços éticos e morais, primordialmente, advindos de conquistas coletivas, que priorizavam e buscavam o desenvolvimento da conjuntura global, sobretudo, no âmbito informacional, o qual esteve defasado durante anos. Infortunadamente, a hodiernidade não conseguiu se desvincular plenamente das herdades clássicas reverberadoras de inverdades e o século XXI se encontra em um contexto de proliferação exacerbada de notícias falsas, contrariando os ideários ansiados pela sociedade durante toda a história da humanidade. Desse modo, é irrefragável que a problemática das “Fake News” é perigosa para o pleno exercício da cidadania, visto que essa fundamenta-se em preceitos irreais com finalidades prejudicadoras e escabrosas.
Em primeiro plano, é importante salientar que imbróglios no tangente a esse tema sempre estiveram presentes na formação e manutenção do Brasil, o que representa uma estagnação no tocante ao saber popular, haja vista as informações irreais que são recebidas. Analogamente, o Período Getulista não se diferenciou do padrão histórico e criou um falso plano, denominado “Cohen”, com a intenção de efetuar um golpe de estado. A informação, erroneamente, foi publicada em jornais, revistas e outros meios de comunicação, gerando medo, o que, de acordo com os criadores desse, justificou o descumprimento da carta magna. Nesse sentido, é notório que a efetivação dessa prática anticonstitucional é pautada em anseios individuais, não possuindo propósitos benéficos para o corpo social. Diante disso, infere-se que se trata de um problema tradicional que precisa ser coibido definitivamente na contemporaneidade.
Em segundo plano, é imprescindível elucidar as consequências negativas da publicação de notícias irreais. Assustadoramente, essas têm 70% a mais de chance de se espalhar em detrimento às verdadeiras, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Isso evidencia o conceito de imediatismo do filósofo Zygmunt Bauman, remetente a atualidade, que diz que a sociedade opta por velocidade. Nesse sentido, uma vez que não há verificação das informações lidas, recebidas e compartilhadas, em razão da falta de tempo, há uma maior ascendência e permanência da irrealidade. Nessa ótica, é necessário que as conjunturas nacional e internacional optem pelos ideais iluministas, os quais defendiam, sem constatações, a verdade absoluta.
Torna-se evidente, portanto, que as “Fake News” são problemáticas prejudiciais ao exercício correto da cidadania. Consoante a isso, faz-se fundamental que o Poder Legislativo crie leis específicas que visem combater essa prática. Para que isso seja feito, deve-se firmar uma parceria com redes sociais, a fim de que essas detectem a ocorrência das informações falsas. Assim, o corpo social não mais duvidará, diariamente, da veracidade das notícias e a coletividade afastar-se-á do padrão histórico.