Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/09/2018

Criada em 1789 na Revolução Francesa a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão garante a todos direito a Liberdade de expressão e bem-estar social. No entanto, as  constantes notícias falsas divulgadas no  mundo virtual ameaçam tal conquista da História Mundial, pelo fato de privar as pessoas de receberem a verdade e por conseguinte forma suas opiniões. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores os quais favorecem esse quadro.

De fato, não é novidade que as mídias sociais exercem papel  fundamental na  divulgação de notícias. De acordo  com a organização We Are Social, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking dos países que acessam acessam as redes sociais. Levando em consideração o dado citado, era de se esperar a existência de uma ampla educação  digital da população brasileira, já que a mesma passa  boa  parte de seu  tempo conectada. Porém, a realidade é oposta e o resultado dessa incoerência está nas inúmeras matérias compartilhadas sem ao menos o leitor ter verificado a fonte  ou lido ela por completo. Nesse sentido, comprovando a necessidade de instrução do bom uso aos usuários, os quais são em sua maioria jovens.

Além de proporcionar esse comportamento quase intuitivo no compartilhamento de notícias, as fakes news  trazem outros perigos, dentre eles é importante acentuar o caráter anti-ético e inconstitucional dos conteúdos disseminados. Segundo a Constituição de 1988 está previsto o direito à informação, logo, as mentiras propagadas como verdades, principalmente na internet, privam os indivíduos a tal garantia. Portanto, é notória a precisão de uma punição adequada aos criadores das notícias falsas tendo em vista seus riscos a sociedade brasileira.

Dessa forma, o governo em parceria ao Ministério da saúde podem conscientizar os jovens quanto ao uso da redes sociais por meio das escolas, aderindo à grade curricular disciplinas de orientação ao bom uso dos meios digitais visando estabelecer uma sociedade a par dos suas ações na web. Ademais, o Legislativo ciente dessa problemática pode, criar uma lei para punir devidamente os mentores desses atos inconstitucionais com base em projetos de lei já existentes e em debates, os quais envolvam tanto leigos como profissionais especializados em segurança virtual a fim de reduzir a propagação das fakes news e reduzir os riscos oferecidos por elas.