Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/10/2018

No século 1 a.c., o poeta romano Virgílio definiu rumores como pragas malignas e de pés rápidos, capazes de aterrorizar as cidades com suas misturas de verdades e mentiras. Hodiernamente, o advento das tecnologias acentuou a velocidade das popularmente chamadas fake news, que devido à falta de instrução educacional, apresenta graves perigos à sociedade brasileira.

A constituição cidadã de 1988 garante o direito à informação a todos. No entendo, o Poder Público deixa brechas para a violação daquele, considerando a falta de educação de valores necessários para agir de forma crítica e ética no ambiente digital. Assim, os indivíduos tendem a compartilhar notícias falsas, sem ponderação e que dizem respeito aos próprios interesses, em detrimento de fatos de fontes confiáveis.

Além disso, é cabível destacar que, de acordo com Adorno, a mídia é capaz de moldar pensamentos errôneos na consciência coletiva. Em vista disso, a circulação de boatos nas redes sociais pode gerar comportamentos inadequados e irreversíveis nos indivíduos, exemplificado pelo caso de Fabiane Maria de Jesus, assassinada após falsas notícias a seu respeito nas redes sociais, tornando claro a necessidade de instrução social para a atenuação da problemática.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover uma campanha educativa, com palestras e debates, que aconteça uma vez por semana nas escolas e ensine aos mais jovens sobre o uso consciente da rede e a importância do compromisso com a verdade, tendo em vista o poder transformador da educação. Outrossim, cabe ao Ministério Público, em parceria com os grandes veículos midiáticos do país, elaborar um site, amplamente divulgado, que publique e analise as principais fake news presentes nas redes sociais, a fim de reduzir as consequências e a disseminação daquelas, já sinalizada pela poesia romana antiga.