Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/09/2018

Eleições norte-americanas de 2016: o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é favorecido no final de sua campanha pela divulgação de notícias falsas (fake news) sobre sua opositora. O Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) teve como um de seus causadores a divulgação de fake news para a população inglesa. A disseminação de falsas notícia nos meios de comunicação chama a atenção de autoridades em todo o mundo, principalmente, em países como o Brasil, pois infringe a Constituição na qual prega o direito da população, em um país democrático, a informações verídicas.

A veiculação desse tipo de boato não é novidade no Brasil. Ao rememorar a história é notório que essa disseminação envolve, na maioria dos casos, questões políticas . O golpe militar em 1964, por exemplo, foi facilitado pela propagação de um boato que o, até então, presidente João Goulart, teria feito uma viagem para se aliar ao presidente chinês comunista. Todavia, fatos comprovam (depois de muito tempo) a não veracidade dessa fake news. Por isso, são notícias como essas que interferem no governo de um país e no futuro de uma população que ficam vulneráveis a grupos políticos que propagam fake news.

A consequência dessa propagação interfere, principalmente, no direito constitucional da população a informação verdadeira, além de fragilizar a democracia. Mas por quê? Se as pessoas não tem acesso à notícias verdadeiras, a capacidade de julgar os candidatos a determinado governos ou avaliar as propostas governamentais, por exemplo, são afetadas . Sendo assim, esse tipo de informação vai em contra mão do que é pregado em países democráticos. E para corroborar a gravidade do assunto, segundo uma pesquisa da Universidade de São Paulo, estima-se que 12 milhões de pessoas divulgam notícias falsas, todos os anos, sobre política no Brasil.

Portanto, para a resolução de problemas como esse impregnado na sociedade, é preciso que aja a união de forças. As ONGs que defendem a democracia junto ao Ministério da Justiça devem promover campanhas para serem veiculadas em meios de comunicação, principalmente, nos mais acessados pela população brasileira, como o facebook, como o instagram e em horários nobres da televisão (de maior audiência). Essas campanhas irão mostrar passos de como identificar notícias falsas e quais sites, revistas e jornais são fontes fidedignas. Tudo isso tem como objetivo informar melhor a população, de forma democrática, e fazer com que, por exemplo, suas escolhas políticas sejam baseadas em notícias verdadeiras.