Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 30/09/2018
Os grandes avanços tecnológicos tem mudado o modo de se fazer jornalismo e, com isso, os meios de comunicação encontram novas formas de disseminar as informações, indo além do jornalismo impresso para o uso da internet. Esse novo método de produzir notícias levou à intensificação das notícias falsas, ou “Fake News”, que ganharam uma magnitude sem precedentes, causando impactos negativos na vida da sociedade brasileira, como prejuízos morais e financeiros.
Em primeira instância, de acordo com o Instituto Reuters, o uso das redes sociais tem se tornado o principal canal de transmissão de informações para os brasileiros. O problema surge quando pessoas mau intencionadas publicam inverdades com o intuito de denegrir a imagem do outro. Como exemplo, pode-se mencionar o caso da vereadora Marielle Franco, que foi acusada de ter sido eleita pela facção Comando Vermelho do Rio de Janeiro, fato que foi comprovado ser falso, de acordo com o site de notícias UOL.
Além da ruína moral, há também danos financeiros que podem ser causados pelas Fake News. Como publicado pela Revista Época, 85% das empresas se preocupam com possíveis estragos patrimoniais que possam ser gerados pela propagação de notícias falsas, muitas das quais, passaram a adotar mecanismos de proteção contra boatos, como a contratação de serviços externos para acompanhar o assunto. Percebe-se, portanto, a crescente atenção, por parte das empresas, em prevenir futuras malefícios.
Para minimizar, enfim, os impactos negativos das Fake News na vida do cidadão brasileiro, urge o esforço do Congresso Nacional para o aperfeiçoamento das leis que garantam a proteção dos indivíduos contra as não verdades. Isso deve-se dar por meio do diálogo entre o legislativo e os responsáveis pelos canais de mídia, como Zukerberg, para juntos, ser possível a identificação e punição daqueles que manipulam a verdade e, assim, proteger a imagem do povo brasileiro.