Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/10/2018

Durante a Segunda Guerra Mundial, para manipular população alemã ao seu favor, Adolf Hitler utilizou-se de propagandas falsas para valorização de sua imagem e sua ideologia de superioridade. Não obstante, esse não é um problema de outrora, haja vista que, atualmente, essa questão ainda perpetua na sociedade brasileira. Isto posto, as fake news, favorecida pela era da informação, aliena a população, que passam a contribuir com a disseminação de notícias falsas, originalizando um problema social, tornando-se imprescindíveis mudanças para reverter essa problemática.

Mormente, no tocante as fake news, é indubitável que elas alienam a população. Destarte, as empresas apropriam-se dessas vantagens para benefício próprio, através de distorções de imagens e dados, ocasionando uma manipulação em massa, ou seja, é um problema social. Sob tal ótica, percebe-se a complicação apresentada, por exemplo, nas últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos da América, visto que foram influenciadas por um canal de notícias russo, que disseminava notícias falsas nas redes sociais desviando as intenções de voto em favor ao atual presidente Donald Trump.

Conquanto, a problemática está distante de chegar a um desdobramento final. Consoante o método cartesiano de René Descartes, através da dúvida é possível chegar a verdade. Logo, partindo desse pressuposto, nota-se que não deve aceitar tudo como sendo uma verdade absoluta, fazendo-se necessário um questionamento acerca da notícia para chegar a verdade. Todavia, malgrado ser inescusável, poucas pessoas fazem o questionamento da notícia antes de compartilhá-la, explicando os dados levantados pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para à Informação da Universidade de São Paulo, constando que 12 milhões de brasileiros compartilham informações inverídicas.

Fica claro, portanto, que as fake news é um problema social e precisa que haja uma sociedade disposta a acreditar nelas para poder espalhar-se. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação investir em atividades extracurriculares no que tange a pais e filhos nas escolas, por meio de debates e, outrossim, através de atividades didáticas que trabalhem a análise de informações realizados bimestralmente, ministrados por professores, engajados na formação de cidadãos mais críticos, que possam ao abordar uma notícia fazer o discernimento da vericidade daquela informação.  Diante disso, a problemática poderá se resolvida de curto a médio prazo, de maneira efetiva, fazendo com que a disseminação de notícias falsas seja apenas um problema do passado que foi devidamente combatido.