Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2018

Na chamada Era da Informação, notícias falsas que são divulgadas como verdadeiras, têm ganhado impacto e gerado desinformação coletiva. Conhecidas como “fake news”, têm se tornado cada vez mais influentes e recorrentes, o que afeta diretamente o contexto social não apenas pela sobreposição dos interesses pessoais sobre o coletivo, como também pela falta de educação digital que impera na atualidade.

Em primeiro plano, destaca-se que a estratégia de utilização de notícias não verídicas para benefícios pessoais não é novidade, uma vez que Hitler, na Segunda Guerra, usava propagandas falsas para valorizar a sua imagem e sua ideologia antissemita, com o objetivo de manipular a população alemã a seu favor. Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista disse que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Ademais, cabe salientar que, na eleições nos EUA em 2016, como também no plebiscito a respeito da saída da Inglaterra da União Européia, o Brexit, a disseminação de “fake news” foi intensa e teve real impacto ao ponto de gerar uma crise de confiança nas instituições. Em pesquisa realizada pela universidade de São Paulo (USP), constatou-se que 12 milhões de pessoas compartilharam notícias inverídicas, especificamente sobre política no Brasil, o que denota o poder de sua influência e rápido alcance, em virtude da descentralização da informação e do ambiente de forte polarização atual.

Para que se minimize, portanto, esse cenário preocupante, é necessário que o governo, através do Congresso Nacional e Senado, aprove Projetos de Lei que caracterizem a disseminação dessas como crime, conjuntamente com a responsabilização dos provedores, “fact-cheking” que qualifica o debate público por meio da apuração jornalística,  e a educação digital da população, através de propagandas divulgadas por mídias e orientação de ONGs, a fim de que os impactos e alcance massivo seja atenuado, e a Era da Informação não se torne a Era da Pós-Verdade.