Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/10/2018
A eleição de Donald Trump à presidência dos EUA se consolidou no período das pré eleições, quando notícias falsas denegrindo Hillary Clinton foram publicadas na internet prejudicando a mesma. Análogas ao mundo digital, as fake news tem ganhado destaque por sua influência no mundo contemporâneo devido ao instrumento da internet, pela qual notícias tendenciosas são veiculadas e ganham notoriedade rapidamente. Discutem-se, portanto, os riscos de tal recurso existente e utilizado no Brasil e mundo.
A priori, tem se que as fake news não são exclusivas da sociedade atual, uma vez que o governo de Adolf Hitler foi marcado e consolidado por sua propagação de notícias falsas que ajudaram na manutenção do regime na Segunda Guerra Mundial. Mas, no período hodierno, essas notícias se otimizaram através da revolução técnico-científico-informacional, pois com o advento da internet e dos “clickbaits” as tais ganharam mais espaço e notoriedade. Notícias sensacionalistas, se utilizando da hipérbole e de títulos chamativos são compartilhadas como verdades absolutas quando muitas vezes não passam de falácias. Essas contando com um objetivo que podem variar tanto ao benefício de algo ou alguém, quanto ao dano e difamação de outro.
Nesse contexto, e se remetido ao presente atual onde o indivíduo é bombardeado por manchetes polêmicas e com discursos persuasivos todos os dias, torna-se incomum parar para analisar fontes de veracidade. O fato de não pararmos para checar os fatos pode ser relacionado a uma lacuna na educação digital que não é eficiente ou muitas vezes inexistente na vida de quem utiliza os meios digitais. Consoante a isso, o dicionário Oxford elegeu a “pós-verdade” como palavra do ano de 2016, e tal significa que fatos objetivos tem menos atenção e influência do que apelos e crenças pessoais e explica o fato das fake news se propagarem com tanta rapidez, ratificando a modernidade líquida de Bauman, que nesse contexto refere-se ao ser humano que na pressa do saber e do compartilhar não verifica fontes e tende a seguir um caminho tendencioso causando polêmicas.
Nesse viés, é inquestionável que os boatos estão presentes na sociedade e trazem riscos aos indivíduos e a coletividade.Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse.Urge à mídia, principal veículo de comunicação atual, em parceria com organizações cabíveis campanhas de engajamento que tragam a educação digital para a realidade, através de palestras e debates para a construção de um ser humano mais crítico e consciente do que lê e compartilha na internet, com atenção especial a fontes. Cabe aos meios judiciários a punição contra crimes relacionados à fake news a fim de minimizar os danos causados por tal, contribuindo para “fuga” da modernidade líquida.