Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/10/2018

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos o indivíduos o direito à liberdade e ao bem estar social. Conquanto, devido as patologias sociais decorrentes do avanço tecnológico e informacional do século XXI, como as fake news, esses diretos, muitas vezes, entram em conflito. Nesse contexto, convém analisarmos as principais causas, bem como as consequências desse tumor da sociedade atual.

Em primeira análise, convém ressaltar que investimentos quanto a educação digital é, hoje, um dos principais fatores para o desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ao ocupar a nona posição na economia mundial, seria racional propor que o Brasil possui uma atenção ímpar com a instrução adequada de sua população. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na proliferação de fake news em redes sociais, a medida que, em sua maioria, com  o básico de preparo e uma investigação sucinta já seriam facilmente detectadas  fraudes. Nesse sentido, cabe ao Estado, em parceria aos meios de comunicação,  a adoção de medidas educacionais, destinadas principalmente às pessoas com idade mais avançada, a respeito do uso consciente e inteligente da internet, dificultando, assim, a reprodução de notícias falsas.

De acordo com Claude Lévi-Strauss a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como eventos históricos e as relações sociais. Nesse contexto, faz-se mister salientar a migração de investimentos publicitários para plataformas digitais como importante fator para o crescimento de fake news na internet.  A medida que, a alta demanda de conteúdo, por parte de plataformas e patrocinadores, limita, muitas vezes, o comprometimento do autor com a qualidade do conteúdo apresentado, forçando-o a utilizar de artifícios, como divulgação de falacias em conjunto a títulos chamativos, para que obtenham clicks e seu meio trabalho seja rentável.

Para que se reverta esse cenário preocupante da internet brasileira, urge a necessidade de que as secretarias estaduais e municipais de educação, com o apoio orçamentário do Ministério da Educação, forneça aulas regulares de informática aos alunos da educação básica, 1 º ao 9 º ano, com o intuito de, além de fornecer uma inclusão digital mais abrangente, introduza-os de forma correta ao mundo digital, ensinando-os como fazer pesquisas seguras e proteger seus dados. Além disso, cabe ao Estado a punição administrativa adequada, com base no código penal,  a quem dissemina notícias falsas e gera algum desconforto social a algum cidadão, tendo em vista que, vidas digitais e reais tornam-se cada vez mais homogêneas.