Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/10/2018

Na pós-modernidade, o fluxo de informações proporcionou incontáveis benefícios.Contudo, nota-se que as conexões favoreceram a disseminação de notícias falsas, que progressivamente tornaram-se mais intensas e velozes, visto que, na ânsia de obter cliques, muitos indivíduos propagam inverdades.Nessa perspectiva, no que se refere os perigos das fakes news na era da informação, as atitudes irracionais e danosas demandam esforços no sentido de alterar o cenário atual e combater esse grave problema social.

Em primeiro plano, é possível observar que a checagem de veracidade cedeu espaço à fragilidade de pensamentos críticos. Diante desse quadro, os cidadãos são modelados em série, assim como os robôs, limitados e apenas repetindo ideologias alienadas.A gênese dessa conjuntura pós-moderna foi marcada pelo advento da ideia “penso, logo posto”: frase contrária à original do filósofo René Descartes, em que o pensamento surgia da dúvida. Sendo assim, os perigos das fakes news impelem os indivíduos a mera dependência de julgamentos alheios, com valores preestabelecidos e como consequência, os pensamentos são acorrentados a paradigmas comportais, isso, por sua vez, demonstra a inércia cognitiva.

Concomitantemente a essa questão comportamental, quando o renomado educador Paulo Freire afirma que sem a educação a sociedade não muda, corrobora-se a necessidade de eixos como a educação digital serem desenvolvidos no ensino básico.Contrariamente, o ensino brasileiro não introduz ações pedagógicas que reflitam sobre os danos no que tange as inverdades e omite os benefícios do conhecimento, como a capacidade de planejamento para transformações. Em vista disso, o legado de gênios como Descartes e Albert Eisten, de questionar verdades absolutas, encontram-se ameaços pela estagnação da autonomia e ausência de estímulos.

Em suma, é necessário que a autonomia intelectual seja exercida para minimizar as fake news e suas consequências. Logo, o Ministério da Cultura deve promover, por meio de exposições temporárias, em centros culturais, a abordagem elucidativa do assunto, com a finalidade de incentivar a percepção do corpo social acerca dos perigos e assim conseguir que os conceitos predeterminados sejam questionados e o conjunto de mentiras tenha seu poder reduzido.Outrossim, é necessário que o Ministério da Educação, no prazo de dois anos, por intermédio de sociólogos, filósofos e especialistas em redes sociais, realize debates e palestras que exponham os fatores que contribuem com as fakes news e os perigos, tais como a alienação, a fim de desenvolver o sendo crítico e libertar, enfim, os cidadãos da lógica de robôs.