Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/10/2018

Albert Einstein, gênio da física e da matemática, afirmava que temia o dia em que a tecnologia sobrepusesse a razão humana, pois formaria uma geração de idiotas. Talvez esse dia tenha chegado, dada a nítida constatação de que a maioria da população gasta grande parte tempo conectada ao smartfone e às redes sociais, lendo e disseminando informações mentirosas, sem racionalizar, questionar ou investigar a veracidade dos fatos. Nessa perspectiva, é possível observar os perigos das “fake news”, uma vez que informação é poder.

Nesse contexto, nota-se que muitos cidadãos, devida a baixa escolarização, estão longe do que Descarte pregava, isto é, da dúvida metódica, e por isso para eles é tão fácil crer em tudo que é lido ou dito. Assim, tornam-se alvos fáceis para serem controlados pelas mídias sociais - que conforme Habermas é o quarto poder. Por conseguinte, há sérios perigos nessas “fake news”, visto que elas têm o poder de criar opinião e crenças, destruir pessoas e carreiras, destituir ou eleger presidentes.

Além disso, sabe-se que o homem sempre buscou explicações para o que contemplava, e uma vez não obtida ele as inventava. Isso posto, observa-se que atualmente pouco mudou, e ele continua dando respostas, muitas vezes mentirosas, criando as chamadas fake news”. Todavia, também há falsas noticias criadas com intenção de manipulação, por exemplo, a história do menino crucificado na Rússia, que motivou a população pegar em armas na luta por independência da Ucrânia.

Para combater as notícias enganosas, portanto, é imprescindível a intervenção do Estado e da sociedade. Isto é, é preciso que o governo se una às redes sociais, como o facebook, para criar um orgão de inspeção à veracidade das informações, bloqueando aquelas “fake news”, bem como ampliar essa denúncia nas redes proporcinando que os próprios usuários possam fazer isso. Ademais, é preciso que as mídias sociais orientem os internautas com anúncios de que as noticias difundidas por elas podem ser falaciosas. Afinal, embora estajamos na era da tecnologia da informação, não queremos ser, como diria o pai da teoria da relatividade, idiotas, e para isso é preciso, no mínimo, não crer em tudo que se lê.