Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2018
No século XVII, em Paris, circulavam manchetes enganosas e histórias fabricadas pelas gazetas conhecidas como Canards. Nesse contexto, a diferença dos dias atuais é o potencial de circulação das chamadas fake news no ambiente online. Certamente, a falta de controle das notícias falsas associadas à negligência da sociedade em propagar informações sem antes comprovar sua veracidade, agrava ainda mais a problemática.
A princípio, sabe-se que um relato falso chama mais atenção do que um verdadeiro. Segundo o RSDP(Relatório da Segurança Digital no Brasil), cerca de 12 milhões de pessoas difundem fake news no Brasil, isso mostra o descontrole que existe no ambiente digital. Dessarte, as redes sociais não têm uma administração eficaz quanto à autenticidade de um boato expressado pelos seus usuários, assim corroborando para uma difícil localização da mensagem veiculada gerando uma sociedade suscetível a manipulação e a alienação.
Ademais, a ausência de discernimento social frente a situação posta, estabelece uma condita prejudicial à vida de uma ou milhares de pessoas. De acordo com a Revista Galileu, cerca de 96% das fake news no Brasil são compartilhadas via WhatsApp. Além disso, percebe-se a inexistência da moral por parte dos cidadãos, pois, o meio social determina as condutas dos indivíduos como afirma o sociólogo Durkheim, o que reflete a perda de valores socias, tais como o respeito e a empatia, gerando relações perversas que priorizam ganhar visibilidade e dinheiro na rede.
Diante do exposto, urge a necessidade de providências eficazes, portanto, as redes socais devem criar meios para coibir a propagação de informações através de algoritmos que detectem o momento exato que a notícia inverídica for publicada afim de reduzir ao máximo a veiculação das fake news nas redes. Sendo assim, cabe à sociedade civil junto com as escolas promoverem palestras com intuito de instruir a comunidade a forma correta de usar os meio virtuais. Assim, conseguiremos andar para frente, evitando os erros do passado como no século XVII em Paris.