Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/10/2018

No século XVIII, os Canards (jornais de boatos), espalhavam notícias a respeito de Maria Antonieta, rainha da França, com objetivo de tira-la do poder, disseminando o ódio patológico que se sentia em relação a ela. De maneira similar ao fato histórico, notícias falsas circulam pelos meios de comunicação e atingem seriamente a população, uma vez que, com a maior acessibilidade aos meios tecnológicos, um número grande de pessoas têm acesso a essas notícias que são chamadas de “Fake News”. Portanto, é necessário analisar como a popularização da internet e o descaso das pessoas em relação à fonte da notícia são entraves no combate à adversidade em questão.

Em primeiro plano, vale frisar que, com o advento da internet, a propagação de notícias tornou-se mais fácil. Contudo, com as notícias, vem a disseminação de “Fake News” que pode acarretar em situações prejudiciais a determinadas pessoas. O depoimento de Nayirah al Sabah, por exemplo, sobre atrocidades cometidas por soldados iraquianos em Kuwait, influenciou a opinião pública americana a favor da guerra no Iraque após o discurso se propagar rapidamente na internet, o que foi descoberto mais tarde que a notícia era falsa. Dessa forma, vê-se como as “Fake News” interfere negativamente na vida das pessoas.

Atrelado à facilidade das notícias falsas na internet, o descaso da população em procurar a veracidade das informações corrobora o  problema. Isso ocorre pois, quanto mais pessoas leigas sobre o boato, mais repassado ele é. Tendo como exemplo, os movimentos antivacina compartilham para a população “Fake News”, alegando que as indústrias farmacêuticas colocam metais pesados nos imunizantes, assim, as pessoas, por ignorância, aderem ao movimento colocando em risco a vida das crianças. Desse modo, é vigente como a busca pela credibilidade da fonte é necessária.

Destarte, é notório como a internet e a desconsideração da sociedade com as fontes das notícias causam a problemática em questão. Assim sendo, é necessário que as redes sociais criem mecanismos para identificar as “Fakes News”, como o Trueet, que tem a intenção de criar um sistema de alertas para usuários que possam estar divulgando determinadas informações no Twitter. Para isso, é importante que o Facebook e o Instagram, como meios de poder informático, adiram ao projeto para proteger a sociedade dessas notícias. Ainda, em conjuntura, cabe aos meios de comunicação promover campanhas online sobre os efeitos negativos da propagação das notícias que fogem parcialmente ou integralmente da realidade. Além disso, é importante que o Poder Legislativo crie leis para punir esses disseminadores, reconhecidos por meio de programas como o Trueet. Dessa maneira, a população brasileira não será mais afetada pelas “Fake News”.