Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 08/10/2018
Segundo o filósofo Aristóteles, o menor desvio inicial da verdade multiplica-se do infinito à medida que avança. Diante disso, as falsas notícias podem tomar dimensões incontroláveis, pois cada vez que são compartilhadas, o seu impacto é otimizado. Pode-se concluir, indubitavelmente, que é preciso a mobilização da sociedade, para que o índice de casos seja reduzidos.
Em uma primeira análise, “Fake News” são notícias com informações falsas ou modificadas, com o propósito de manipular as pessoas. Ademais, estão vinculados ao sensacionalismo, que é um dos principais motivos por produzirem matérias falsas, que visa chamar a atenção e obter curtidas e visualizações com intuito de gerar lucros.
Outrossim, de acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), apontou que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras. Portanto, linguagens alarmantes acabam influenciando leitores, que muitas vezes não identificam o que é verdade e, o que é boato. Diante disso, cada vez mais é observado casos de “Fake News”, que muitas vezes podem levar a morte do indivíduo. Pode-se mencionar, por exemplo, o caso de Fabiane Maria de Jesus, em 2014 no Guarujá, que foi espancada até a morte por moradores da cidade, depois de uma divulgação de boatos de envolvimento em rituais de magia negra com crianças.
Destarte, torna-se evidente, portanto, que é necessário mudanças. Desse modo, é necessário que haja uma maior fiscalização e que as pessoas denunciem, a fim de evitar sua propagação. Ademais, o Governo Federal por intermédio da mídia, promova campanhas, propagandas e anúncios na internet esclarecedoras de como identificar notícias falsas e, possivelmente, mais pessoas identificarão o que é “fake News” antes de compartilhar algo que vá prejudicar ao próximo. Sendo assim, suster o fluxo de notícias falsas na internet, visando o bem-estar da sociedade como um todo.