Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/10/2018

Na década de 30, foi instaurado a ditadura ‘‘Estado Novo’’ pelo presidente Getúlio Vargas. Esse fato deu-se como vigente devido à propagação de uma notícia falsa armada pelo governo de que haveria uma revolução comunista no país e para segurança da pátria seria necessário a instauração de um regime totalitarista. De maneira análoga, atualmente, a disseminação de notícias falsas nos meios de comunicação em massa é uma realidade não só no Brasil como no mundo, fazendo com que o impasse seja uma questão difícil de ser solucionada.

A priori, cabe pontuar que as fake news consistem na distribuição deliberada de desinformação nos meios de comunicação, com a intenção de enganar, a fim de obter ganhos financeiros ou políticos. De acordo com o filósofo René Decartes, o erro de corre do mal uso da razão. Dessa forma, o racionalista desenvolveu o ‘‘método cartesiano’’, onde defende a tese de que jamais pode se aceitar como verídica toda informação que chegue, de modo que a dúvida hiperbólica faça os indivíduos averiguarem os fatos para que o conhecimento inabalável seja alcançado. Paralelo a isso, a disseminação de notícias falsas das redes sociais conseguem milhões de compartilhamentos minutos após a postagem, burlando o acesso a informação verídica proferida pela Constituição de 1988.

A posteriori, é cabível enfatizar que de acordo com o sociólogo contemporâneo Zygmunt Bauman, as redes sociais são uma armadilha. Essa arapuca tem por reflexo os fatos que acontecem em todas as eleições presidenciais ao redor do mundo, um exemplo a citar são os Estados Unidos, onde o atual presidente Donald Trump, foi auxiliado pelas fake news para difamar sua adversária, conseguindo êxito em 2016. Á vista disso, é possível perceber que as notícias falsas são manipuladas com o objetivo de causar efeito e discórdia entre as massas, em que a sociedade é atingida diariamente, mas também é culpada por sua propagação, visto que as fake news não conseguiriam ascensão sem os cliques e o ibope adquirido dado pelas pessoas.

Portanto, de acordo com os fatos supracitados, é evidente que o impasse necessita de medidas eficientes e precoces. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Tecnologia e Ciência em parceria com o Google, crie uma ferramenta especializada que fiscalize as notícias de maiores compartilhamentos na internet e de alto ibope na televisão, de modo a averiguar sua veracidade e multar caso a notícia seja falsa. Além disso, o Ministério da Educação deve implementar nas escolas uma disciplina que consista em um ensino cibernético, para ensinar os jovens de como identificar informações caluniosas e como denunciar aos órgãos responsáveis. Posto isso, os meios de comunicação deixarão de ser uma armadilha e serão uma forma de liberdade para a população.