Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/10/2018
Segundo Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Sob essa perspectiva, é possível compreender os diversos perigos residentes nas “fake news” disseminadas atualmente, podendo lesar inúmeros setores, como o político e o social/pessoal.
Primeiramente, cumpre salientar que as disputas políticas estão intimamente atreladas à propagação de notícias falsas. Isso se deve, principalmente, na tentativa de diferentes lados de provar o seu ponto de vista, intentando exercer influência e manipulação política sobre os outros, como ocorreu no governo de Getúlio Vargas, com o Plano Cohen, no qual a própria governança instaurou uma ditadura, sob a justificativa de uma falsa investida comunista na tomada de poder. Sendo assim, fica explicitado o perigo da divulgação de inverdades no âmbito político, podendo contribuir para a desmoralização de políticos, partidos e até mesmo do sistema vigente.
Ademais, de acordo, com o sociólogo Karl Marx, o capitalismo prioriza lucros em detrimento de valores. Tal afirmativa pode ser associada ao conceito de “clickbait”, que consiste no conteúdo da internet utilizado para propagandas, visando ganho monetário, por meio do clique em manchetes sensacionalistas, podendo prejudicar vários indivíduos, assim como aconteceu com uma mulher, injustamente acusada de realizar magia negra com crianças (SP), assassinada por diversas pessoas que acreditaram na notícia falsa veiculada. Dessa forma, é possível compreender que a disseminação de “fake news” fere todo o corpo social brasileiro.
Nesse prisma, urge a tomada de medidas a fim de reverter o quadro apresentado. Logo, o Governo Federal, em conjunto com as mídias sociais, devem realizar uma maior fiscalização das postagens veiculadas nesses meios, bem como a criação de punições mais severas, como a prisão e pagamento de multa aos disseminadores de inverdades. Por outro lado a mídia deve realizar propagandas, por meio de rádio, televisão e internet, demonstrando algumas formas de reconhecer e denunciar as “fake news”.