Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 01/10/2018
Desde o início da Guerra Fria, onde duas grandes potências brigavam por uma posição mundial, os meios de comunicação, que já se mostravam de suma importância para o controle informacional, foram constantemente aperfeiçoados. A fim de compartilhar ideias e estratégias de forma segura, os Estados Unidos (EUA) desenvolveu o protótipo de internet, a Arpanet em 1969, para se comunicar de forma rápida e eficiente. Um marco para história da humanidade que ocasionou, na década de 90, no “boom da internet” e o início da universalização do acesso a informação.
Inicialmente, sabe-se que a Guerra Fria foi um conflito, ideológico e cultural, entre capitalismo (EUA) e socialismo (URSS). Relembrando o conceito de Indústria Cultural (IC), como afirmado por Adorno e Horkheimer em sua obra Teoria Crítica, consistia em transformar a arte e a cultura em mercadoria pelos meios de comunicação. Para os frankfurtianos a IC, com auxílio da comunicação de massa e a lógica de consumo, conseguia difundir uma ideologia dominante e assim dar a ilusão de escolha e liberdade a indivíduos de uma certa sociedade, os tornando uma massa de manobra manipulável, isto é, tornar atrativa a ideia do capitalismo.
Atualmente, com a expansão da internet, esta, tem se tornado o principal meio de difusão de informações, desde propagandas à noticias e perfis de redes sociais. O perigo surge a partir do momento em que noticias circulam sem o comprometimento com a verdade, ou seja, criadas a fim de difamar, denegrir ou comprometer indivíduos, culturas ou ideais. Sendo um exemplo claro disto, as notícias tendenciosas e mentirosas espalhadas sobre os candidatos a presidência do Brasil, sendo isto uma possível manobra para eleger um presidenciável específico.
Contudo, como afirmado por Adorno e Horkhemer, há como evitar essa massificação e controle da população, por meio da educação, criando indivíduos críticos e independentes, ou seja, o papel principal de evitar o compartilhamento de fake news é das instituições de ensino que contribuem para a formação do indivíduo.
Portanto, é função do Ministério da Educação (MEC) firmar uma base nacional de ensino fundamental e médio, aprofundando os conhecimentos de história, filosofia e sociologia que ofereceriam a estes alunos a noção de criticar e exercer a cidadania, por outro lado, é de responsabilidade dos deputados e senadores a aprovação da lei que pune as pessoas que disseminam estas notícias e o acréscimo, a esta, de um artigo que defina como obrigação dos veículos de informação de grande alcance a averiguação e esclarecimento de fatos duvidosos a toda a sociedade.