Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/10/2018

Arma branca

A segunda metade do século XX deu origem à Terceira Revolução Industrial, que foi responsável pelo desenvolvimento de computadores e da internet. A partir disso, o processo de circulação de informações foi tornando-se cada vez mais dinâmico e popular. Atualmente, o acesso a conteúdos é facilitado com as redes sociais e smartphones, aumentando, assim, a exposição das pessoas às mentiras e armadilhas espalhadas; fato que se deve ao crescente comodismo e a falhas na formação educacional.

A globalização, sem dúvidas, acelerou o processo de comunicação e otimizou o tempo. Desta forma, a praticidade de ter tudo na mão com um “click” deixou o homem preguiçoso. Já que não é mais preciso inúmeros livros e horas de pesquisa para achar o que se procura, o hábito de leitura vai desaparecendo e, somado a pressa do cotidiano, apenas dar aquela olhadinha rápida nos títulos de notícias já basta. Neste momento, a opção “compartilhar” torna-se a munição perfeita das “fake news”.

Ademais, a falta de questionamento e críticas não abre espaço para a análise da mensagem, não havendo filtros diante de dados recebidos (ou jogados); um cenário propício para manipulações. Ano eleitoral, por exemplo, é um período onde a formulação de manchetes e publicidades tendenciosas visam, sutilmente, ao direcionamento de visão e atitude. Assim como no filme “A onda”, influências má intencionadas podem ser responsáveis por disseminar o ódio e destruir, física ou moralmente, pessoas e até empresas.

Fica claro, portanto, a comodidade, o contraste entre volume de leitura e tempo, e a falta de senso crítico como facilitadores da propagação de conteúdos falsos. A fim de que tal realidade mude, é necessário que o Ministério da Educação enfatize o estudo da filosofia, aumentando sua carga horária nas escolas, para estimular o pensamento analítico e questionador. Além disso, é importante que as Secretarias de Educação ofereçam cursos gratuitos de educação digital, nos municípios, para gerar um uso mais seguro e consciente da internet. Por fim, cabe a ONGs, por meio de redes sociais, divulgar - em peso - formas de identificar e prevenir as “fake news”. Somente assim será possível combater este crime que, muitas vezes silencioso, te faz refém inconscientemente.