Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/10/2018

O acesso à informação na contemporaneidade é de grande importância na formação da opinião e do senso crítico do indivíduo. Desde o advento da internet em 1969 e a posterior globalização, houve o crescimento da divulgação de notícias em tempo real. Entretanto, muitas delas com teor enviesado. Hodiernamente, essa situação ainda é recorrente, já que várias notícias falsas são disseminadas nos meios de comunicação sobre diversos tópicos. Assim, os principais perigos resultantes dessa problemática são a influência das fake news no âmbito sociopolítico e o comprometimento da reputação das pessoas. Nesse sentido, é preciso discutir esse tema e propor alternativas.

Em primeiro plano, o desdobramento das fake news no campo sociopolítico é o principal perigo. À procura de repercussão e impacto, muitos noticiários produzem manchetes chamativas que apresentam inverdades sobre questões sociopolíticas e ideológicas, por exemplo. A partir dessas notícias, a mentalidade das pessoas é influenciada e opiniões polarizadoras e excludentes são formadas. Prova disso é a eleição de 2016 nos Estados Unidos, com a vitória de Trump sendo atribuída a fake news sobre a oposição. Desse modo, a repercussão no meio sociopolítico é uma das consequências que necessita ser contornada.

Por outro lado, o prejuízo à reputação do indivíduo é mais um perigo das fake news. A divulgação em massa de notícias falsas provoca danos à imagem das pessoas, uma vez que atribui características negativas aos personagens envolvidos e a população confia nos eventos notificados. Tal conjuntura levou pesquisadores da Universidade de Oxford a criarem o termo “pós-verdade”, um neologismo que relata a propensão dos indivíduos a acreditarem no que desejam em detrimento da busca pelos fatos comprovatórios, o que resulta em perda da credibilidade da pessoa denegrida na notícia. Nesse contexto, as notícias falsas geram problemas à sociedade e devem ser combatidas.

Diante disso, medidas precisam ser adotadas para reveter a situação. As agências de checagem de fatos, em parceria com o governo federal, devem promover um controle de informações nos meios de comunicação, por meio de profissionais que apurem a veracidade do fato, de modo a permitir somente a circulação de notícias verificadas e que tenham comprovação, a fim de não comprometer a formação de opinião da pessoa. Além disso, o repúdio da sociedade às fake news para impedir que terceiros sejam caluniados é fundamental para solucionar o problema. Nesse rumo, o Brasil seguiria um caminho promissor para o futuro.