Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 02/10/2018

O hábito de manipular os fatos e inserir mentiras nas notícias não é recente, na Inglaterra, por exemplo, no século XVIII, já existiam jornais diários e semanais cuja principal função era a dispersão de calúnias que envolviam pessoas influentes na época. Entretanto, no século XXI, com o auxílio da internet, a produção dessas notícias se tornou exponencialmente maior. Logo,  é consenso, na era da pós-verdade, a constante presença das fake news e seus perigos nos meio de informação. Sendo assim, deve-se analisar como os interesses midiáticos e a despreocupação da sociedade provocam a problemática em questão.

É relevante enfatizar, inicialmente, que os interesses político-econômicos da mídia são responsáveis pela publicação de notícias mentirosas em todo o mundo. Isso acontece porque, conforme relata o sociólogo francês Michel Foucault, todo o discurso é parcial, ou seja, todos os relatos produzidos pelos meios em questão, como jornais, revistas e canais de TV, têm a intenção de se beneficiar, de alguma forma, com suas publicações. Logo, desde o início do século XX, o número de publicações fraudulentas e o alcance das mesmas são capazes de, desde acabar com a carreira de pessoas famosas, até manipular eleições presidenciais.

Ademais, associada aos benefícios dos meios de comunicação, a sociedade também é responsável pela manutenção das fake news na atualidade. Isso porque, com o avanço da tecnologia, os indivíduos se tornaram imediatistas de forma progressiva e, por consequência, deixaram de se preocupar com a veracidade dos fatos. Não é à toa, então, que um estudo feito pelo Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), comprovou que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras e que, segundo o G1, 40% das pessoas não são capazes de detectar imagens manipuladas. Consequentemente, a sociedade se mostra cada vez mais alienada na busca por fatos.

Fica evidente, portanto, os perigos que as fake news são capazes de proporcionar, na atualidade. Nesse sentido, cabe a todos os indivíduos informados, evitar a propagação das mesmas nos veículos midiáticos, utilizando a desconfiança como método, ou seja, ser capaz de perceber quem é que se beneficia com aquela publicação, e diversificar as linhas editoras, a fim de obter mais de uma fonte confiável para uma mesma notícia. Assim, alcançar-se-à uma sociedade onde uma mentira, mesmo que contada várias vezes, não se torne uma verdade viável para os cidadãos.