Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 02/10/2018
A QUESTÃO DAS DROGAS COMO DESAFIO MUNDIAL
Problemas relacionados a direitos humanos, segundo o filósofo Norberto Bobbio, não podem ser analisados isoladamente, sob pena de não se compreender suas reais dimensões. Dentro do contexto, promover a modificação do quadro de banalização das drogas, como forma de efetivar a saúde pública faz total sentido, ao passo que importa na realização da dignidade da pessoa humana – princípio norteador de todo o sistema jurídico internacional com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Nesse sentido, a redução ao tráfico de drogas e consumo requer melhorias agregadas a fatores de apatia social requerendo também uma prevenção contínua no seio familiar. Em primeiro plano, encontra-se a apatia social a certos problemas como o do tráfico de drogas. Segundo o sociólogo e filósofo Durkheim, a opinião pública tem um grande poder imperativo em razão da autoridade moral criada sobre determinados temas. Sob tal perspectiva, a sociedade tem o poder de pressão para a modificação dessa conjuntura de modo que o desconhecimento sobre os malefícios causados pelo uso contínuo de substâncias psicoativas faz com que, além da persistência, haja a multiplicação do tema, perpetuando-se a negligência.
A instituição familiar, por sua vez, segundo o sociólogo americano Talcott Parsons, exerce um papel importante na formação da personalidade do indivíduo. Sob este viés, o consumo dessas substâncias nocivas não pode ser compreendido apenas como um problema que demanda solução, mas que possibilite a prevenção por intermédio da educação no seio familiar, ao passo em que esta exerce sobre a pessoa em formação grande influência em relação à condução de seu futuro.
Em consonância a isto, é imprescindível a ação do Ministério da Saúde, juntamente a Unidades Básicas de Saúde e Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (CAPS AD) promoverem rodas de conversas, palestras de propagação de conhecimentos fundamentais a respeito da prevenção ao uso de drogas nos mais diversos ambientes – hospitais, escolas, mídia, internet, de modo que se efetive o esclarecimento da importância do assunto na sociedade e nas famílias construindo a moral coletiva consciente. Além disso, tem notável função as ONG’s, os ativistas e a sociedade em geral, no sentido de pressionar o poder público por meio de exigências de investimentos e atenção ao tema com o objetivo de concretizar o direito a saúde pública. Somente por intermédio de tais medidas é possível trazer a realidade tal ideário, promovendo, por conseguinte a dignidade humana.