Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 06/10/2018

A consolidação das novas tecnologias contemporâneas, impulsionada pela modernização após a 2ª  Revolução Industrial, bem como pelo advento da imprensa, criada por Gutemberg ainda no século XV, possibilitou o amplo acesso à informação em todo o mundo. Tal fenômeno, ao mesmo tempo em que efetivou o uso da internet e a globalização, também permitiu a diminuição da credibilidade dos dados veiculados nesse meio, gerando, assim, a divulgação de informações falsas com uma problemática recorrente na atualidade. A partir desse contexto, é válido analisar as consequências  da falta de veracidade das informações, bem como os efeitos disso na sociedade.

Analisa-se, de início, que as notícias falsas tem gerado grandes problemas não só para a convívio social, mas também  para  outros meios. Curas, roubos, assassinatos,  são alvos diários que alimentam a engrenagem das “Fakes News” e causam grande impacto, pois tais informações são difundidas e repassadas, gerando uma subversão em fatos e acontecimentos. Tal situação está ligada diretamente a falhas educacionais no estímulo crítico do cidadão e do ensino da cidadania, pois o indivíduo que não possui uma boa instrução e entendimento da realidade, vivendo em suas “bolhas virtuais” carecem de opiniões e juízos em certas notícias veiculadas. Prova disso é a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pernambuco, em que das classes A e B,  60% já tinham ouvido falar em “Fake News”, já nas classes C e D,  a lógica se inverteu e a maioria das pessoas desconhecia o termo.

Pontua-se, ainda, que há uma forte centralização das informações a partir das redes sociais, pois no que tange ao uso da internet, as notícias estão sendo exibidas com base no que os usuários gostam ou curtem. Dessa maneira, o processo de formação de opinião fica cada vez mais restrito e inviabilizado, logo, tal conjuntura se reflete na sociedade com altos impactos. Um dos exemplos são  as campanhas eleitorais, marcadas por manifestações de notícias falsas sobre candidatos e suas propostas, além disso leva o eleitor a votar por entusiasmo ou por rejeição, com a internet agravando tais sentimentos.

Compreende-se, portanto, que ações devem ser feitas em prol da supressão das “Fakes News”. Assim, urge que o Ministério das Comunicações crie métodos para detectar notícias falsas, utilizando parcerias com a Agência Brasileira de Inteligência, para ajudar a monitorar  e controlar a repercussão de tais informações, sendo, assim, advertido e punido quem divulgou tais informações. Outro fator é que nas escolas tenha-se um letramento digital, ou seja, o desenvolvimento da capacidade de compreender e avaliar os conteúdos online, a partir de questionamentos e críticas a tais afirmações, contando com o incentivo do professor, a buscar novas fontes para checar as informações. Desse modo, haverá uma sociedade mais informada do que “desinformada” e manipulada.