Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2018
A persistência das “fake news” na sociedade brasileira é um problema muito presente. Isso deve ser enfrentado, uma vez que, diariamente pessoas são vítimas desta questão. Neste sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o legado histórico-cultural e o desrespeito às leis. Hodiernamente, algumas atitudes em prol dess temática já foram alcançadas - a exemplo da criação dos Artigos 138 e 139. Todavia, esses avanços não são suficientes para conter essas mentiras, necessitando, assim, da criação de novas medidas para mitigar essa situação.
Segundo o sociologia de Zygmunt Bauman, retratada em sua obra “Modernidade Líquida”, abordam-se inúmeras temáticas a respeito da transformação do meio social e da “fluidez” das relações interpessoais. O nome da obra se deve, justamente, ao fato da sociedade estar em constante mudanças desde o início da Revolução Industrial. De acordo com o sociólogo, tal advento histórico, aliada à expansão incontrolada do sistema capitalista, acabou por intensificar e exacerbar um sentimento individualista e egoísta nas pessoas. Nesse contexto, é possível relacionar a alusão histórica com as “fake news”, as quais são utilizadas para atrair pessoas a seus sites, chamado “clickbait”. Dessa forma, anúncios e propagandas são colocadas nas plataformas gerando renda, independentemente, da veracidade dos fatos.
Conforme previsto pela Constituição Brasileira, é crime caluniar ou difamar alguém acusando um fato falso ou ofensivo à sua reputação. No entanto, o que se observa em todo o país, é a difamação nas redes sociais e publicação de mentiras. Esse fato gera discórdia entre as pessoas podendo causar vítimas. Por conseguinte, urge a necessidade de cessar esse desrespeito.
Evidencia-se, portanto, que a problemática das “fake news” é decorrente de um legado histórico e do desrespeito às leis. Com o fito de atenuar esses impasses, é necessário uma maior atuação do Congresso que através dos votos aprovam medidas mais severas para o desacato, para que menos pessoas infringem a constituição, garantindo que mentiras diminuam na internet. Ademais, compete as instituições de ensino, concomitantemente com os pais, promover a educação digital com os filhos desde pequenos, por meio da capacitação dos profissionais e gincanas educativas, no intuito de formar cidadãos comprometidos com o bem-estar da sociedade como um todo. Dessa forma, é possível alcançar o progresso social, ao passo que à minimização gradativa dos perigos das “fake news”.