Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/10/2018

Seja por uma brincadeira, fins lucrativos ou até mesmo finalidade política, as “fakes news”, estão presentes no cotidiano das pessoas há muito tempo, como por exemplo o diário pernambucano “a mentira” que noticiou a morte de D. Pedro e no dia seguinte desmentiu alegando que não passava de uma brincadeira de 1º de abril. Entretanto, devido a velocidade de disseminação de informações de um mundo conectado as redes sociais, tais notícias podem trazer consequências sérias para seus leitores, haja vista que, na maioria das vezes os leitores não verificam se o que leram é verdade ou um boato.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que uma mentira repetida várias vezes torna-se uma verdade para uma nação, como defendia o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbls. Dito porque, naquela ocasião, a difusão de notícias falsas acarretou na morte e perseguição de judeus. Assim, na era da pós verdade, na qual as emoções e as cresças pessoais afetam mais a opinião pública do que a veracidade da informação, as fakes news para fins políticos ganham força, como foi o caso da campanha para a presidência  dos Estados Unidos, na qual foram disseminadas diversas noticias falsas sobre Hilary Clinton, dentre elas que a mesma era responsável pela criação do estado islâmico. Dessa forma, as informações falsas, quando não verificada a veracidade, torna-se uma forte arma de manipulação política.

Assim, tendo em vista que as fakes news são facilmente produzidas, compartilhadas e raramente têm algum tipo de punição para os seus criadores, a sensação de impunidade domina o cenário das notícias falsas e favorece o “mercado do clique” que acaba lucrando com as visualizações. Desse modo, os que mais sofrem com essas noticias são pessoas públicas que têm seu nome veiculado as informações falsas, como por exemplo o caso do médico brasileiro Drauzio Varella que teve seu nome atrelado a informação falsa, divulgadas por meio de um vídeo por Fabiane Vascoscellos, no qual afirma que o câncer de tireóide poderia ter causa relacionada à radiografias dentarias e à mamografias. Desse modo, fica evidente o perigo da fake news, a qual tenta desconstruir com uma inverdade, criando uma desconfiança no leitor, a respeito da importância de ser realizados esses exames.

Devido ao exposto, é notório concluir que é necessário que o Governo de cada país, por meio de propagandas nos meios de comunicação, ensinando a importância de verificar a veracidade de uma informação de uma notícia antes de propagá-la, a fim de criar uma polidez digital nos indivíduos. Além disso, é necessário que haja uma maior fiscalização por parte de órgãos competentes e criação de leis para punir juridicamente os criadores e divulgadores de notícias falsas. Só assim, poderá diminuir a quantidade de “fakes news” e atenuar suas consequências.