Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 03/10/2018
Torna-se, mais uma vez, evidente e necessária à luta dos brasileiros em busca do positivismo do sociólogo Auguste Comte em prol da ordem e do progresso, pois surgem outros desafios no século XXI, como os perigos das “fake news” na era da informação. Esse problema esbarra em dois entraves a serem superados: as precárias políticas públicas direcionadas ao combate às notícias falsas, bem como ao analfabetismo midiático de grande parte da população.
É inegável que a tese, de Émile Durkheim, de que a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si para garantir a coesão e a igualdade, não foi concretizada no cenário social brasileiro. Isto é, devido à precariedade de leis destinadas ao combate às notícias falsas, muitos brasileiros vivem em situações de vulnerabilidade, sendo esses, com frequência, acometidos por calúnias e informações não verídicas que podem, até mesmo, gerar danos irreversíveis a saúde humana. Desse forma, ações que promovam uma maior fiscalização de conteúdos veiculados pela mídia são inadiáveis, uma vez que, somente desse modo, a sociedade conseguirá uma interação harmônica entre as suas partes.
Outrossim, o analfabetismo midiático de grande parte das pessoas confirma o desenfreado compartilhamento de mentiras nas redes sociais, visto que muitos cidadãos não pesquisam de forma aprofundada as informações transmitidas, o que promove a perpetuação dessa prática nociva aos indivíduos. Assim, segundo o pensamento do filósofo Sócrates, de que o conhecimento do que é certo leva ao agir correto, evidencia-se a grande necessidade de demonstrar a população a buscar por fatos verídicos, expondo os sites que publicam notícias falsas, para que esses sejam alvos de críticas e de descréditos. Logo, torna-se indispensável admitir que com maior engajamento popular no combate às “fake news”, a sociedade caminhará rumo a um autodesenvolvimento maior.
Sendo assim, para que o Brasil possa vencer esse obstáculo e combater as diversas notícias falsas que, muitas vezes, assolam o país, é preciso que o Governo Federal, por ser a instituição promotora do bem-estar social, aumente o número de órgãos fiscalizadores de conteúdos enganosos, a fim de atenuar os inúmeros problemas gerados por esse ato. Por fim, cabe ao Poder Judiciário julgar de forma ostensiva as pessoas que controlam os meios informacionais que divulgam notícias não verídicas. Isso pode ser feito por meio de maiores incentivos a denúncias desses meios, visando a sua exposição como órgão veiculador de notícias falsas. Tais ações são imprescindíveis para dar continuidade à luta dos brasileiros em busca da ordem e do progresso.