Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2018
Durante a Idade Média, Joana D’Arc foi morta na fogueira por integrantes da Igreja Católica, após boatos de ser uma bruxa. Entretanto, apesar de tal fato datar de séculos antepassados, as “Fake News” ainda se propagam na contemporaneidade brasileira. Nessa conjuntura, deve-se analisar como as redes sociais e a emergência da pôs-verdade influenciam o problema em questão.
Sob um primeiro enfoque, as redes sociais é um dos precursores de informações não verídicas. Nesse sentido, vale ressaltar que as notícias falsas se propagam rapidamente no campo social, atingindo grandes proporções de internautas em escala global. Segundo a pesquisa do Instituto Reuters para o estudo do jornalismo, as redes sociais são a maior fonte de notícias para os brasileiros. Dessa forma, a generalização dessas notícias falsas acabam minando a credibilidade das redes sociais, e por sua vez, em alguns casos, manipula o individuo.
Além das redes sociais, ainda é possível observar outro aspecto: a era da pós-verdade. Segundo Rousseau - importante filósofo político -, é raro e difícil que uma mentira seja completamente inocente. Tomando essa afirmação de Rousseau como base, a mídia brasileira dissemina as mentiras de forma persuasiva, colocando a crença e as emoções da população acima da verdade. Portanto, enquanto as informações falsas continuarem tendenciosas - como afirma Rousseau- , o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais graves problemas para a Nação: a “Fake News”.
Impende, pois, que instituições públicas e sociedade cooperem para resolver o problema abordado. Cabe as empresas de comunicação, por meio de algoritmos, introduzir marcadores de alerta, que deve avisar aos internautas sobre as notícias falsas, com intuito de impedir sua propagação. Ao Ministério Público, cabe também, após a devida identificação e monitoramento, a aplicação de multas para aqueles que produzem frequentemente informações falsas, obrigando as mídias a eliminarem o conteúdo. Assim, os boatos como o de Joana D’Arc, poderá ser afetado.