Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/10/2018

Nos dias atuais, a crescente disseminação de notícias falsas tem causado preocupação. Elas tem sido intensamente exploradas por empresas ou indivíduos com o intuito de ganhar dinheiro através anúncios e militantes em busca de ataque à adversários. O problema se configura quando pessoas acreditam em um boato a ponto de tomar decisões equivocadas capazes de prejudicar algum aspecto de suas vidas e da própria sociedade.

É o caso de frases que tem se espalhado pelas redes sociais e aplicativos de mensagem carregando o boato de que as vacinas são prejudiciais e até mesmo mortais. Os especialistas estão preocupados pois esses ataques podem causar um problema de saúde pública ao reduzir a efetividade das ações de vacinação, que propiciam o ambiente para o ressurgimento de doenças e epidemias já controladas, como a poliomielite e sarampo.

A propagação de mentiras é um revés que cresceu como consequência da profusão de acesso à internet e da permissividade desse meio, valendo-se do sensacionalismo e do despreparo crítico das pessoas. Pesquisa divulgada pela revista Veja em 2018 aponta que 83% das pessoas tem receio de compartilhar notícias falsas. Contudo 63% delas não se preocupa em checar a veracidade de uma informação antes de compartilhá-la.

Solucionar definitivamente o problema é complexo em vista das liberdades constitucionais. Minimizá-lo envolve a educação da população, pois as pessoas devem ser estimuladas pelas famílias e educadores à criticar e validar as informações que recebem e transmitem. Ao governo incumbe garantir o preparo dos educadores e a promoção de campanhas de esclarecimento e sensibilização da comunidade. À ele compete ainda, na figura dos representantes eleitos, cobrar e fiscalizar que as empresas de propaganda e de redes sociais ofereçam mecanismos para evitar a propagação de notícias falsas e para identificar os responsáveis por elas, de modo a viabilizar a ação do poder judiciário e a aplicação de sanções.