Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 04/10/2018
Muito se discute a respeito das redes sociais e os aspectos cognitivos que as mesmas causam na vida do ser humano, principalmente depois da criação do aplicativo Facebook feito por Mark Zuckerberg com o intuito de agregar um numeroso público para que os mesmos usassem o site para fins pessoais e divertimento e o próprio criador denegrir a imagem de sua ex-namorada, o chamado cyberbullying. Desse modo, a própria internet questiona sobre o apoderamento dado ao indivíduo capaz de abrir portas para novas assimilações de diferentes aspectos e personalidades.
Primeiramente, o crescente acesso ao mundo virtual gera uma maior propagação de informações e um amplo poder de eminência popular, tornando essa rede de informações um campo fértil de notícias incompletas. Sabendo disso, é válido pontuar que, existem internautas que se aproveitam do anonimato para cometer infrações, agredir virtualmente, apropriar de sigilos, sejam pessoais ou nacionais, como no caso da invasão de segurança americana no qual o governo americano coleta dados de cidadãos a partir de registros telefônicos e servidores de empresas de internet.
Ademais, é indiscutível a influência que as redes sociais exercem sobre a pessoa, a qual assimila o conteúdo e o leva para o cotidiano, já que, notícias falsas têm o poder de caminhar com os próprios pés, apelando para o emocional humano. É válido ressaltar que o aspecto cognitivo do cidadão pode ser modificado se o mesmo não priorizar o senso crítico no momento da navegação, pois nem tudo que está no mundo digital, possui veracidade completa. Dessa forma, a probabilidade de compartilhar informações equivocadas é grande, ou seja, os produtores de notícias falsas se aproveitam da ingenuidade e da falta de autocrítica e de checagem de informações.
Portanto, diante de fatos supracitados, medidas são necessárias para resolver este impasse. O Governo Federal, por meio do Ministério das Comunicações (MC) deve promover campanhas e propagandas, visando a importância da consciência virtual e priorizar a verdade no dados compartilhados. Outra medida cabível seria encarregar simultaneamente instituições de ensino com o intuito de preservar a integridade no mundo digital com limites e regras cabíveis no âmbito pessoal, enfatizando ideias coerentes e distantes de quaisquer agressão e exagero nas redes com uma apropriação devida a era virtual.