Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 09/10/2018

Compartilhar algo atualmente é tarefa fácil, seja bom ou ruim. Devido a isso, inevitavelmente a disseminação de notícias falsas aumentou seu alcance na era da informação, visto que o cidadão comum tem a possibilidade de produzir notícia. As consequências podem ser desastrosas, além de deter o poder de influenciar em massa sobre uma ideia que, na maioria das vezes, possui potencial de interferência negativa na vida das pessoas.

Em 1937, Getúlio Vargas, espalhou o forjado Plano Cohen, como meio de amedrontar a população que temia um golpe comunista, conquistando o apoio para manter-se no poder. Isso demonstra o poder de manipulação que uma notícia falsa possui na sociedade, sendo usada como forma de controle. Portanto, nos dias atuais, com a compartilhação instantânea de informações, os efeitos são mais rápidos e abrangem em segundos milhares de pessoas, que acabam alienadas.

Segundo uma pesquisa apresentada na Associação Americana de Psicologia, as pessoas possuem a tendência em aceitar informações que confirme suas crenças e ignorar as informações que vão contra elas. Nesse contexto, a aceitação de ideias, mesmo que absurdas, são aceitas como verdadeiras pela população, independente da fonte. O perigo dessa alienação expõe-se no caso de Fabiane Maria de Jesus, espancada e morta pela comunidade em 2014, no Guarujá, após boato em rede social de que estaria envolvida com bruxaria e sequestro de crianças. Em síntese, a disseminação de uma ‘‘fake news’’ pode desencadear consequências drásticas.

Tendo em vista os aspectos mencionados, faz-se necessário que os grandes canais midiáticos se empenhem na tarefa de averiguar a veracidade de notícias disseminadas na população, tendo como modelo o serviço de checagem de conteúdos suspeitos aplicado no ‘‘G1-Fato ou Fake’’, uma vez que no mundo atual os jornais cibernéticos possuem alcance fácil e imediato.