Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 04/10/2018

Com o surgimento da internet, houve a ascensão de uma nova forma de se relacionar, trabalhar e viver. A sua popularização gerou diversos benefícios à sociedade, como o acesso rápido e fácil aos conteúdos informacionais. Entretanto, tal praticidade gerou um novo conceito: as “fakes news”, tal expressão é definida pelo ato de circular informações não reais. Essa prática pode parecer inofensiva, mas tem como objetivo enganar ou manipular pessoas e situações. Por isso, ações de má fé são um perigo para a era da informação e incitam a atenção do Ministério das Comunicações, juntamente com os grandes meios de comunicação.

Em primeiro lugar, a veiculação de informações falsas não é uma ameaça recente. A princípio, grandes líderes políticos utilizam-se dos meios de comunicação para enaltecer seus governos, com a finalidade de se ter uma boa reputação. Exemplo disso é o pensamento do Ministro da Propaganda da Alemanha de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, que dizia: “uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade”. Da mesma forma, Armando Campos deu popularidade a Getúlio Vargas, mediante a criação do programa de rádio “A Hora do Brasil”, que “vangloriava-se” das realizações do governo. Dessa forma, a sobreposição de interesses pessoais aos coletivos ao divulgar-se informações incorretas pode gerar interferências negativas ao progresso econômico e social de uma nação, como o nazismo.

Além disso, urge refletir sobre os prejuízos dessa prática na sociedade contemporânea. Segundo pesquisa do Instituto Reuters, organização britânica de estudos jornalísticos da universidade de Oxford, para os brasileiros, as redes sociais são a maior disseminadora e fonte de notícias. Embora a internet tenha democratizado o acesso ao conhecimento e à informação, há ainda certa dificuldade em se questionar a veracidade do que é compartilhado. Isso evidencia a baixa educação digital da população e a facilidade pela qual é influenciada. Por causa disso, por menor que seja, qualquer desvio inicial da verdade irá multiplicar-se ao infinito à medida em que se avança.

Fica claro, portanto, que a disseminação de inverdades nos meios de comunicação digitais serve apenas para ludibriar as pessoas, a fim de se alcançar objetivos próprios. Sendo assim, concerne ao Ministério das Comunicações propor ao Legislativo, por meio de emendas constitucionais, a instituição e ampliação de políticas de penalização, para que haja a diminuição de notícias mentirosas nos meios midiáticos. Ademais, a mídia brasileira deve promover ferramentas de detecção de “fakes news”, como o mecanismo “Fato ou Fake”, do Grupo Globo, a fim de despertar o senso crítico dos usuários sobre informações duvidosas. Assim, só com medidas conjuntas de toda a sociedade, o cenário informacional nacional poderá ser mais fidedigno e confiável.